sábado, maio 27, 2006

SERRA LIMPA, SERRA PROTEGIDA

Foi no passado dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, que se realizou mais uma iniciativa de limpeza em pleno Parque Natural da Serra de S. Mamede. Tratou-se da 2ª edição de uma acção organizada pela Câmara Municipal de Portalegre, na qual colaboraram também as Juntas de Freguesia de Alegrete, Carreiras, Reguengo, Ribeira de Nisa e S. Julião, assim como outras entidades nomeadamente o Parque Natural da Serra de S. Mamede, os Sapadores Florestais, os Bombeiros Voluntários, a Cruz Vermelha e os Escoteiros.
No total participaram cerca de 70 pessoas que durante toda a manhã trabalharam arduamente debaixo de uma temperatura arrasadora em prol do Ambiente.
O meu artigo vem no sentido de perguntar às pessoas que são do Concelho de Portalegre, a razão pela qual não estiveram presentes nesta acção de limpeza? Faz-me alguma confusão como é possível haver uma participação tão baixa da população para uma causa tão nobre como esta. Basta ligarmos a televisão para nos depararmos com os lamentos das pessoas que devido aos incêndios perderam tudo o que tinham (onde é que eu já vi isto?!). Mas será preciso chegar a este ponto para perceber que algo tem que mudar na mentalidade das pessoas! É fácil atribuir a culpa ao Estado por causa da falta de meios, mas será só esse o problema? É preciso começar tudo a arder novamente para as pessoas da nossa região se mobilizarem como foi em 2003? Não deveria ser, mas penso ser essa a realidade!
As matas estão sujas e a precisar de ser limpas e quando se organiza uma acção como estas comparecem 70 pessoas!!! Se mais pessoas tivesse havido, mais lixo se tinha apanhado, uma vez que a Serra continua suja.
Deixo um desafio à população: juntem a vossa família e vão até à Serra de S. Mamede apanhar o lixo que ainda aí permanece. Se todos apanharmos um pouco, não custa e estamos a ajudar na prevenção de uma época de incêndios que se prevê avassaladora! Se por acaso não quiserem limpar, então não sujem mais!
A todos aqueles que estiveram presentes nesta acção no passado dia 5 de Junho, bem hajam!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

REDE NATURA 2000

Bastante falada nos últimos tempos, importa antes de mais perceber o que é afinal a Rede Natura 2000. Trata-se de uma rede de áreas designadas para conservar os habitats naturais e as espécies selvagens raras, ameaçadas ou vulneráveis. Esta rede representa o empenho dos países europeus na conservação dos seus recursos naturais a partir do ano 2000 sendo constituída por dois tipos de zonas: as ZEC (Zonas Especiais de Conservação - incluem habitats naturais e espécies de flora e fauna) e as ZPE (Zonas de Protecção Especial - incluem populações significativas de aves selvagens e respectivos habitats).
Em Portugal, as áreas protegidas ocupam 7,2% do território nacional. A proposta nacional para os sítios Natura 2000 aumenta em 14,1%, a área afecta à conservação. Na hipótese destas áreas serem incluídas na lista final de sítios da Rede Natura 2000, Portugal terá 21,3% do seu território classificado. Será suficiente? A resposta exacta é desconhecida mas investigadores calculam que a área necessária para reduzir, de forma significativa, o ritmo actual de extinções oscila entre 50-70% dos territórios nacionais.
No cerne do conflito que envolve a selecção de áreas para a Rede Natura 2000 estão lógicas contraditórias. De um lado está o sector da conservação em que a lógica é o da maximização da área afecta à Rede. Do outro lado está o sector de produção em que a lógica é o da minimização da área afecta à Rede.
Para resolver estas questões contraditórias é necessário que sejam criadas linhas de financiamento Europeias, específicas para a gestão dos sítios Natura 2000, através de uma transferência de verbas associadas à produção agrícola para o sector da conservação. A título de exemplo, poderia acontecer algo do tipo: em vez de se atribuir ao agricultor um subsídio para produzir 100 hectares de girassol, pode-se financiar a “produção” de um total de 15 abetardas, 2 casais de águias caçadeiras e 3 trigueirões por hectare.
Na raiz da resolução deste conflito está o conceito de desenvolvimento sustentável. É necessário que haja uma forte intervenção dos organismos públicos. O financiamento comunitário à gestão das áreas Natura 2000 é um passo importante no sentido de compensarem os agricultores pelas eventuais perdas de rendimento e/ou oportunidades que poderão advir da classificação das suas propriedades. Outras formas de compensação deverão ser estudadas de forma a corrigir a desigualdade entre agricultores sob regimes de conservação e os restantes.
Mas atenção, uma vez que não são só os agricultores que poderão ser prejudicados. A Rede Natura 2000 poderá vir a inviabilizar projectos futuros mesmo ao nível do concelho de Portalegre. Será esse o preço a pagar pela preservação das espécies. Quanto a custos, cada um define os seus consoante o ponto de vista: ou estão do lado da preservação ou do lado da produção. É bom que se crie um balanço entre ambas as partes, para que ninguém saia prejudicado com isto.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.icn.pt/ – Instituto Conservação da Natureza

ENERGIA SOLAR

Ao contrário de outras fontes de energia, o sol é um recurso renovável e inofensivo para o ambiente. Contudo, não estamos a aproveitá-lo da melhor maneira. Por exemplo, em Portugal, que é um país com um dos valores de irradiação solar mais elevados da Europa (cerca de três mil horas por ano), o aproveitamento dessa energia está muito aquém do seu pleno potencial.
Até 2001, instalaram-se em Portugal cerca de 231 mil metros quadrados de painéis solares, o que perfaz à volta de 21 m2 por cada 1000 habitantes. Se compararmos, por exemplo, com a Alemanha, e tendo em consideração que a irradiação solar é muito menor, os números revelam uma maior aposta: cerca de 44 m2.
Um dos factores que poderá explicar a fraca adesão dos portugueses é o preço dos equipamentos. Facilmente se percebe se tivermos em conta que um sistema solar térmico ronda os 2500 euros. Por isto, investir em painéis solares ainda não está ao alcance de todas as bolsas. O panorama seria mais animador se fossem implementados mais incentivos financeiros para o momento da compra.
Na prática, os benefícios fiscais em vigor são quase inexistentes, dado não serem cumulativos, por exemplo, com o crédito à habitação. Cabe ao governo, mais concretamente aos ministérios das Finanças e da Economia, implementar medidas concretas que estimulem a aposta nas energias renováveis.
Valerá então a pena investir na energia solar? Considerando apenas os custos de energia, e comparando os sistemas térmicos com as formas de energia convencionais, a poupança obtida é assinalável. Ao usarmos um sistema solar, em vez de esquentador de chama automática a gás propano, podemos poupar mais de 300 euros por ano. Fazendo as contas, são precisos cerca de oito anos para o nosso investimento ter retorno. Estes cálculos foram feitos sem considerar o aumento do preço da energia. Ao contrário das outras, que recorrem a uma fonte esgotável, a energia do sol é gratuita. Por isso, quanto maior for o aumento dos combustíveis, mais se poupará com a energia solar.
Para que em Portugal se aposte mais neste tipo de energia, poderíamos seguir o exemplo espanhol, em que é possível beneficiar de incentivos financeiros, que podem inclusive ultrapassar os 50 % do custo do investimento. A comparticipação de 50 % na compra dos painéis solares é a melhor aposta em termos de retorno do investimento, ultrapassando os incentivos fiscais.
Nós por cá, já temos sol, portanto senhores ministros, falta a vossa parte!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.spes.pt/ – Sociedade Portuguesa de Energia Solar

quinta-feira, maio 25, 2006

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O conceito de Educação Ambiental tem experimentado uma assinalável evolução. Inicialmente, assume um carácter naturalista, o qual integra a defesa do regresso ao passado e a recusa do desenvolvimento e do progresso. Actualmente, assume um carácter tendencialmente realista, o qual assenta na existência de um equilíbrio entre o meio natural e o homem, com vista à construção de um futuro pensado e vivido numa lógica de desenvolvimento e progresso. Neste contexto, a Educação Ambiental é aceite, cada vez mais, como sinónimo de educação para o desenvolvimento sustentável ou de educação para a sustentabilidade.
A necessidade de uma educação que tenha como finalidade a formação de cidadãos ambientalmente cultos, intervenientes e preocupados com a defesa e melhoria da qualidade do ambiente natural e humano reúne um largo consenso, tanto a nível internacional, como no nosso país. Neste sentido, a Educação Ambiental deverá constituir uma preocupação de carácter geral e permanente na implementação do processo de educação.
Em que consiste afinal a Educação Ambiental? Os próximos tópicos respondem a isto mesmo:
• Compreender a necessidade de salvaguardar os equilíbrios ambientais, como suporte da biodiversidade e da diversidade de habitats a ecossistemas, naturais ou artificiais.
• Compreender a importância da gestão conservativa dos recursos naturais, incluindo os recursos energéticos, considerando todas as suas formas de exploração, uso racional e preservação.
• Reconhecer e valorizar a importância da interdependência dos factores económicos, sociais, políticos e ecológicos, sobre os quais assenta a noção de desenvolvimento sustentável.
• Considerar de modo explícito as questões ambientais no âmbito dos processos de planeamento, ordenamento e desenvolvimento.
• Adquirir uma visão globalizante das questões ambientais, numa perspectiva sistémica e considerando as suas relações de complexidade e universalidade.
• Manifestar mudança de comportamentos, ao nível individual e social, que traduza a adopção de novas atitudes e de um novo sistema de valores, face ao reconhecimento da importância do ambiente como base da subsistência futura.
• Manifestar atitudes e opiniões de carácter crítico ou de avaliação perante problemas ambientais concretos, sugerindo soluções ou abordagens alternativas.
• Reconhecer e valorizar a qualidade do ambiente envolvente, contribuindo para a sua defesa ao nível das atitudes e comportamentos quotidianos.
• Colaborar de forma activa e responsável em acções visando a defesa e melhoria do ambiente, empreendidas por iniciativa própria ou como adesão a iniciativas alheias, contribuindo assim para a resolução dos problemas ambientais relevantes.
• Compreender a necessidade de cooperação ao nível individual, colectivo e institucional, de modo a promover as melhores soluções para a prevenção e resolução de problemas ambientais, quer estes se manifestem localmente, quer sejam de âmbito nacional ou internacional.
Desenvolver, progressivamente, uma consciência ambiental global básica que evolua no sentido do desenvolvimento de consciências ambientais mais específicas e especializadas constitui o desafio presente da Educação Ambiental e a garantia da nossa própria sobrevivência.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.aspea.org/ -Associação Portuguesa de Educação Ambiental

COMPOSTAGEM DOMÉSTICA

A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas, papel e restos de comida, num material semelhante ao solo a que se chama composto. Para realizar a compostagem utilizamos um compostor ou pilha de compostagem que deve estar suficientemente próximo de casa, num local com fácil acesso e água perto para facilitar a rega. Se possível, reserve um local próximo do compostor para armazenar temporariamente os resíduos antes de os adicionar ao processo. Se possível coloque o compostor em cima da terra e não numa superfície impermeabilizada, porque além de possibilitar a drenagem da água facilita a entrada de microrganismos benéficos do solo para a sua pilha.
Uma outra forma de reciclar os resíduos orgânicos sem usar um compostor consiste em escavar um buraco na terra com cerca de 60 cm de diâmetro e 25 a 40 cm de profundidade e aí colocar os resíduos orgânicos, cobrindo-os de seguida com uma camada de terra ou folhas secas. No entanto, numa realidade ambiente urbana em que o espaço disponível para a compostagem pode ser reduzido, um compostor apresenta vantagens a nível estético e prático, além de ajudar a reter o calor. Se optar pelo uso de um compostor, pode construí-lo com recurso a poucos materiais e ainda menos dinheiro, ou então adquiri-lo comercialmente.
Os materiais orgânicos que podem ser compostados classificam-se de uma forma simplificada em castanhos e verdes; os castanhos são aqueles que contêm maior proporção de carbono, como palha, serradura e relva seca e os verdes são os que têm maior proporção de azoto, como restos de cozinha e relva fresca. Não junte carne, peixe, ossos, lacticínios e gorduras porque podem atrair animais indesejáveis. Excrementos de animais também não devem ser compostados, porque podem conter microrganismos patogénicos que podem sobreviver ao processo de compostagem. Os resíduos de jardim tratados com pesticidas também não devem ser compostados, tal como plantas com doenças.
Depois de escolher o local e o compostor mais adequada às suas necessidades e disponibilidades, pode começar a compostagem propriamente dita.
No fundo do compostor coloque ramos grossos aleatoriamente para promover o arejamento e depois uma camada de 5 a 10 cm de materiais castanhos.
Por cima coloque uma camada de resíduos verdes, que podem, por exemplo, ser resíduos de cozinha ou relva verde.
Cubra com outra camada de resíduos castanhos, mas não precisa de adicionar mais terra. Uma pequena quantidade de terra contém microrganismos suficientes para iniciar o processo de compostagem.
Regue cada camada de forma a manter um teor de humidade adequado.
Repita este processo até obter cerca de um metro de altura. A última camada a adicionar deve ser sempre de resíduos castanhos. Estes diminuem os problemas de odores e a proliferação de insectos e outros animais indesejáveis.
Os componentes iniciais não são reconhecíveis e o que sobra é uma substância com cheiro a terra semelhante a um solo rico em substâncias orgânicas. O composto pode ser usado em relvados, jardins, quintais, à volta das árvores ou mesmo em plantas envasadas. Este fertilizante melhora a estrutura e porosidade dos solos, quer arenosos quer calcários, permitindo uma melhor retenção de água e nutrientes e um melhor arejamento, reduzindo a erosão. Alguns estudos demonstraram que o uso do composto diminui a ocorrência de determinadas pragas das plantas. Ao melhorar as características do solo, o composto contribui para a vitalidade das plantas. Quando o composto estiver pronto deve retirá-lo da pilha de compostagem. Podem usar um crivo para separar o material que ainda não foi degradado. Deixe o composto repousar duas a quatro semanas antes da sua aplicação, especialmente em plantas sensíveis. Esta fase de repouso é designada por fase de maturação. O composto é geralmente aplicado uma vez por ano, na altura das sementeiras. É preferível aplicá-lo na Primavera ou no Outono, altura em que o solo se encontra quente. No Verão seca demasiado e, no Inverno, o solo está demasiado frio.
Ao compostar estamos sem dúvida a ajudar o ambiente e poupamos dinheiro em fertilizantes! Por isso, mãos à obra!!!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www.escolasverdes.org/compostagem - Página de Compostagem do Centro de Demonstração de Compostagem da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa

VIAGEM AO FUTURO

Caros leitores, esta semana partilho convosco um e-mail que recebi e que, tendo em conta a realidade mundial, tem todo o sentido em ser integralmente transcrito.
“Ano 2070. Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém com 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora. Agora usamos toalhas de azeite mineral para limpar a pele. Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora, devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água. Antes, o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje, os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava - pensávamos que a água jamais podia acabar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes, a quantidade de água indicada como ideal para beber eram oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo e tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado já que as redes de esgotos não se usam por falta de água. A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele provocadas pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozono que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais, as enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte. A industria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-nos em agua potável o salário. Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pelo facto da pele se encontrar ressequida, uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os cientistas investigam, mas não parece haver solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigénio também está degradado por falta de árvores e isso ajuda a diminuir o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se também a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos e como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo cobra-nos pelo ar que respiramos (137 m3 por dia por habitante adulto). As pessoas que não podem pagar são retiradas das “zonas ventiladas”. Estas estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam a energia solar. Embora não sendo de boa qualidade, pode-se respirar. A idade média é de 35 anos. Em alguns países existem manchas de vegetação normalmente perto de um rio, que é fortemente vigiado pelo exército. A água tornou-se num tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui não há árvores, porque quase nunca chove e quando se regista precipitação, é de chuva ácida. As estações do ano têm sido severamente alteradas pelos testes atómicos. Advertiam-nos que devíamos cuidar do meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a agua que quisesse, o saudável que era a gente, ela pergunta-me:
Papá! Porque se acabou a água?
Então, sinto um nó na garganta; não deixo de me sentir culpado, porque pertenço à geração que foi destruindo o meio ambiente ou simplesmente não levámos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível. Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto, quando ainda podíamos fazer algo para salvar ao nosso planeta terra !”
Documento extraído da revista biográfica 'Crónicas de los Tiempos' de Abril de 2002.
Dá que pensar…

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

NOVO MINISTRO DO AMBIENTE

Ultrapassadas que estão as eleições legislativas e depois da expectativa em torno das figuras que integrariam o XVII Governo Constitucional, eis que as dúvidas estão finalmente desfeitas. A pasta do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional fica a cargo de Francisco Nunes Correia.
Professor catedrático de Recursos Hídricos e Ambiente e foi coordenador do Projecto Polis e do Plano Nacional da Política de Ambiente. Ocupa desde o ano passado o cargo de Presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e é professor catedrático no Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa. Nunes Correia pertence também ao Conselho Nacional da Água, desde a sua constituição em 1994, e é coordenador europeu do Projecto Comunitário de Investigação no Domínio dos Recursos Hídricos. Este independente estreia-se assim em funções governamentais.
O presidente da Quercus, Hélder Spínola, teceu rasgados elogios a Nunes Correia referindo que tem condições para desenvolver um bom trabalho, salientando a sua qualificação técnica, em particular no que diz respeito aos recursos hídricos, que ultimamente têm estado na ordem do dia.
O dirigente da Liga da Protecção da Natureza, José Alho, referiu-se ao novo governante como sendo uma “pessoa qualificada do ponto de vista técnico e político”. O dirigente da associação ambiental destacou a importância de Nunes Correia no programa de requalificação urbana Polis, no qual tem provas dadas, uma vez que o novo ministro foi coordenador do Programa Polis para a Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades.
Quanto a mim, o que destaco mais na escolha deste ministro é o facto de vir inverter a tendência dos três últimos anos no sector do Ambiente, onde se tem verificado a ocupação da pasta pelos chamados “outsiders”, ou seja, pessoas que não tinham formação nessa área.
Pode dizer-se que o sector do Ambiente surge assim reforçado no elenco governativo apresentado por José Sócrates, na medida em que conta com as presenças de um ex-ministro do Ambiente como Primeiro-ministro, o próprio José Sócrates, e de um ex-secretário de Estado da área do Ambiente como ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.
Tal como alguém disse, quando se referia ao Ministro das Finanças, que a maior luta seria dentro do próprio Governo e não tanto com a oposição, considero que o mesmo se pode aplicar ao Ministro do Ambiente. Mais do que dinheiro, faz falta muita vontade política para resolver a maior parte dos problemas ambientais.
Será que isto vai mudar? O futuro o dirá!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.portugal.gov.pt/ – Portal do Governo

ECOPONTO DOMÉSTICO

Já se encontra à venda nas grandes superfícies o novo ecoponto doméstico tripartido, fabricado pela OTTO Industrial, em parceria com a Sociedade Ponto Verde (SPV). O ecoponto dispõe de uma divisão para o plástico e o metal, outra para papel e cartão e por fim, uma divisão para o vidro, à semelhança do que sucede com os ecopontos de rua.
O produto lançado pela SPV surge como resposta à necessidade manifestada pela população de encontrar um equipamento que permitisse fazer de forma correcta e eficaz a separação dos resíduos em casa, para posterior reciclagem.
Segundo um estudo recente encomendado pela SPV à Metris/Gfk, os cidadãos afirmaram que participariam mais na separação se tivessem ao seu alcance meios para o fazer, nomeadamente ecopontos domésticos. O mesmo estudo refere que cerca de 80% dos inquiridos afirmam utilizar sacos de supermercado para proceder à separação de resíduos.
Indo ao encontro das necessidades da população, este ecoponto foi dimensionado para caber debaixo de qualquer lava-loiça, e nele podem ser utilizados os vulgares sacos de supermercado.
A venda dos novos ecopontos domésticos superou todas as expectativas, o que se percebe perfeitamente se tivermos em conta que em apenas mês e meio foram comercializadas quatro mil unidades por semana, o dobro do previsto.
Depois deste sucesso, a SPV prepara-se para abrir concurso para um Ecoponto Familiar. Este novo ecoponto destina-se a quem produz mais embalagens e que por outro lado, tem menos disponibilidade para se dirigir ao ecoponto da sua zona. Ainda de acordo com a SPV o novo modelo de ecoponto deve ter uma capacidade aproximada de 80 litros (o dobro do ecoponto doméstico), três divisórias que se distingam através das cores utilizadas no ecoponto convencional e pedal para abertura da tampa.
Para Henrique Agostinho, Director de Comunicação da SPV, este é um desafio interessante, “vamos escolher um novo modelo de ecoponto e promover a sua distribuição e divulgação. Só estamos à espera de propostas de fabricantes desta área que queiram aproveitar esta fantástica oportunidade de negócio”.
Quanto a nós, resta-nos esperar que cheguem novidades. E já sabe, se não quer correr o risco que o seu filho o obrigue, continue a reciclar!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.pontoverde.pt/ - Sociedade Ponto Verde

O AMBIENTE NAS LEGISLATIVAS

Uma vez que nos encontramos a apenas uma semana das eleições legislativas, resolvi com o artigo de hoje fazer uma viagem em traços gerais, por aquilo que os principais partidos pretendem fazer em termos ambientais.
PPD-PSD
A nível de saneamento básico, propõem aumentar a cobertura da população para 90 %. Propõem ainda reduzir os níveis de CO2, de 141% para 127 % (tendo por base o valor de 1990).
PS
Sobre os resíduos industriais perigosos, prometem a instalação de dois CIRVER (centros de tratamento e eliminação de lixos perigosos). Para além disso, pretendem retomar o processo da co-incineração nas cimenteiras.
CDS-PP
Pretendem definir uma política das cidades com “urgência”, concretizar o programa de demolições nas áreas protegidas e concretizar o investimento para a instalação de um sistema nacional de recolha e de tratamento de resíduos industriais perigosos.
PCP-PEV
No campo dos resíduos, chama a atenção para a política de redução de resíduos urbanos e industriais, bem como a reciclagem e reutilização, com soluções racionais e integradas a nível nacional, incentivando a utilização de materiais biodegradáveis. Para além disto, apostam na reordenação das áreas metropolitanas.
BE
Defendem alternativas à incineração de resíduos perigosos, como por exemplo a valorização orgânica (compostagem e digestão anaeróbia) e a redução e reciclagem, que são mais baratas e fiáveis do que a incineração. Apostam no cumprimento dos objectivos globais do Protocolo de Quioto, para reduzir até 2012 a quantidade de emissões de CO2 para se atingir o nível de 1990.
São propostas bastante semelhantes, ficando claramente sublinhada a problemática dos resíduos perigosos, embora com soluções diferentes, e o cumprimento de Quioto. Contudo, se não houver um grande investimento no sector ambiental, todas estas promessas não passarão disso mesmo. Quanto a mim, os interesses económicos continuam a sobrepor-se aos interesses ambientais e depois, as consequências são inevitáveis…
Resta-me fazer-lhe um apelo ao voto, pois é o futuro de todos que está em causa. No fim, que vença o melhor!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www.sapo.pt/especial/legislativas2005/ -Dossier especial sobre as legislativas

BIOCUMBUSTÍVEIS

A procura de combustíveis alternativos, de origem renovável, tem constituído um objectivo a nível mundial, de forma mais acentuada, desde a década de 70. Este interesse deriva da crescente tomada de consciência sobre a diminuição das reservas mundiais de petróleo e das sucessivas crises petrolíferas que, de forma cíclica, vieram evidenciar a necessidade de diminuir a dependência energética dos países não produtores.
Existe hoje uma maior sensibilização da população, em geral, para a protecção do ambiente. É reconhecido que, actualmente, o sector dos transportes é responsável pela maior parte da poluição urbana. A utilização de biocombustíveis nos transportes urbanos conduz, como tem sido demonstrado nos diversos testes realizados, à diminuição das emissões para a atmosfera de CO, de hidrocarbonetos e de partículas. Além disso, a sua utilização contribui, de forma positiva, para o balanço global de CO2, responsável em grande parte pelo efeito de estufa.
Assim sendo, pode perguntar-se porque é que o uso de biocombustíveis não se encontra mais disseminado? De facto, se a produção de biocombustíveis não apresenta problemas técnicos relevantes, o custo de produção permanece ainda elevado, em comparação com os combustíveis convencionais obtidos a partir do petróleo. Como é sabido, o preço de venda ao consumidor dos combustíveis de origem fóssil é formado por uma componente correspondente aos custos de produção e outra relativa à margem de comercialização do fabricante, acrescidas do imposto especial sobre os produtos petrolíferos e, finalmente, do IVA.
O Governo aprovou finalmente em Conselho de Ministros a isenção de imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) para os biocombustíveis, como medida para desenvolver este combustível verde e reduzir a dependência de Portugal face ao petróleo. A directiva comunitária sobre os biocombustíveis estabelece que cada Estado-membro deve assegurar que, até 31 de Dezembro do corrente ano, toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes públicos incorpore 2% de biocombustível. A isenção de ISP era um dos principais incentivos aguardados pelos agentes económicos interessados em desenvolver a fileira de biocombustíveis em Portugal. A criação desta fileira permitirá instalar fábricas de biodiesel e bioetanol e diminuir a dependência das importações de petróleo.
Tendo em conta que os preços da gasolina e do gasóleo não param de subir, temos aqui uma boa alternativa.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.oeinerge.pt/ – Agência Municipal de Energia e Ambiente de Oeiras

ÁGUA - UM DESAFIO

Se não fosse pelo frio que se faz sentir, ninguém diria que estamos em pleno Inverno. Há imenso tempo que não chove e as consequências são já bem visíveis. Os terrenos encontram-se bastante secos e as reservas das albufeiras encontram-se alguns metros abaixo do nível normal para esta altura. O risco de incêndios continua eminente, exemplo disso foi o que deflagrou recentemente na Serra da Estrela, no mínimo, impensável, se tivermos em conta que estamos em Janeiro!
Por tudo isto, é necessário pouparmos o máximo de água possível e não desperdiçar este bem precioso indispensável à vida.
Com este artigo, pretendo dar alguns conselhos úteis para reduzirmos o consumo de água:
- No banho de imersão gastamos cerca de 260 litros de água enquanto que no duche, o gasto ronda os 25 litros. Esta deve ser portanto a nossa opção.
- Enquanto escovamos os dentes, ou nos barbeamos, devemos fechar a torneira. Conseguimos assim poupar cerca de 20 litros de água.
- Na cozinha devemos evitar lavar a loiça em água corrente, utilizando para tal a bacia do lava-loiça ou um alguidar. Também não devemos lavar a loiça peça a peça, podemos juntá-la e lavá-la uma ou duas vezes por dia. Se pelo contrário optarmos pela máquina de lavar, não devemos pô-la a trabalhar sem a carga completa, uma vez que por cada lavagem se consomem 60 litros de água, aproximadamente.
- Quanto à máquina de lavar roupa, devemos seguir a mesma lógica, havendo neste caso um consumo de 150 litros por lavagem.
- No que à rega diz respeito, há plantas que necessitam de pouca água, devemos portanto evitar regá-las sem necessidade, se possível utilizando água de poços ou ribeiros ou mesmo água da lavagem de frutos ou legumes. O período de rega é também bastante importante, devendo efectuar-se de manhã cedo ou à noite. Poupamos assim água que se perderia com o calor.
Para além disto, é ainda necessário cumprir outras regras gerais:
-sempre que verificar a existência de uma fuga num cano, numa torneira ou num autoclismo, tente resolver o problema o mais rapidamente possível;
-quando houver cortes (previstos) no abastecimento de água da rede pública, armazene só a água de que vai necessitar. Se lhe sobrou água depois de normalizada a situação, não a deite fora;
Se vir uma fuga numa boca de rega ou noutro ponto da conduta avise os Serviços Municipalizados, para que possam resolver a situação.
Não se esqueça, poupe hoje para ter amanhã.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.min-agricultura.pt/ – Instituto da Água

AMBIENTE VS. AGRICULTURA

Está prestes a iniciar-se uma revolução no sector da Agricultura. Com o inicio do novo ano, os agricultores terão de cumprir novas regras sob o risco de perderem os apoios estabelecidos no âmbito da Politica Agrícola Comum (PAC). Estamos a falar em números que rondam os 168 milhões de euros por ano! O Ambiente passa a ter um papel fundamental na atribuição desses mesmos apoios; terá portanto que se inovar o sector agrícola, o que não será nada fácil, uma vez que se trata de um sector marcado por práticas tradicionais e avesso às inovações tecnológicas. Assim, a preocupação ambiental terá necessariamente que estar a par da produção.
A atribuição de apoios estará ainda limitada a outras condicionantes. Em 2005 têm de ser cumpridos oito dispositivos: directivas habitats, nitratos, aves, águas subterrâneas e espalhamento de lamas e três directivas sobre a identificação animal, patológica da carne e registo. Em 2006 surgem mais sete condicionantes e em 2007 mais três.
“O que mais vai condicionar a agricultura é o ambiente”, quem o afirma é o Presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), Luís Mira, adiantando que “são custos acrescidos para o agricultor, pois este vai ter de usar produtos menos agressivos, por vezes mais caros e menos eficientes que se reflecte numa produção mais baixa, além de adquirir equipamentos que reduzam o consumo da água e instrumentos de medição da textura do solo, entre outros”. Apesar de tudo, o presidente da CAP acredita que a adaptação será facilmente conseguida pelos agricultores, uma vez que está em causa a recepção de apoios por parte destes. Quem não concorda com esta posição é Eugénio Sequeira, ex-presidente da Liga Para a Protecção da Natureza, não vendo capacidade, meios ou verbas suficientes para se cumprirem as directivas. Considera ainda que “a PAC poderia ser um importante instrumento de apoio ao ambiente se fosse de facto aplicada, sobretudo em Portugal onde há um maior risco de desertificação e uma maior diversidade biológica. Neste sentido, o Governo Português devia preocupar-se em obter mais verbas através do pilar do desenvolvimento rural, demonstrando que os agricultores nacionais estão a prestar um serviço ambiental (salvando espécies, construindo a paisagem, preservando o montado, produzindo água sem poluição, combatendo a desertificação)”.
A Agricultura Europeia e também a Agricultura Portuguesa atribuirão cada vez mais importância ao seu desempenho ambiental, em particular ao desempenho ligado à conservação da biodiversidade. Existe uma convergência no território entre as políticas de desenvolvimento rural, consideradas num âmbito lato em que também se inclui a politica florestal e a politica da conservação da natureza. Existe também uma convergência importante no financiamento das duas politicas. Por tudo isto faz sentido associar estes sectores (desenvolvimento rural e conservação da natureza) sob a mesma tutela politica, como aliás já fizeram outros países da U.E. como a Áustria e o Reino Unido.
Esta poderá ser a oportunidade de Portugal reconverter o sector agrícola, tradicionalmente focalizado no cultivo de cereais, corrigindo a sua especialização de acordo com as necessidades do mercado europeu e internacional.
Resta-me desejar-lhe um óptimo ano de 2005.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.min-agricultura.pt/ – Ministério da Agricultura, Pescas e Florestas

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Foi em 1990 que se começaram a falar em Alterações Climáticas, tendo sido comprovada cientificamente a sua existência. Todos nos apercebemos disso, quando dizemos que praticamente só vão existindo duas estações do ano, o Verão e o Inverno. Batem-se, ano após ano, recordes em termos de temperaturas e níveis de precipitação. Mesmo assim, ainda há quem não se preocupe minimamente com isto, continuando assim a contribuir para que se acentuem as Alterações Climáticas.
Em 1997 foi adoptado no Japão, o famoso Protocolo de Quioto. Este estabelece compromissos vinculativos para o conjunto dos países industrializados, que devem reduzir as emissões dos chamados gases com efeito de estufa (GEE), como por exemplo, o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Estes gases resultam das actividades económicas e industriais, tendo como principal consequência a degradação da camada do ozono e posterior aumento da temperatura global. Contudo, divergências políticas têm adiado sucessivamente este mesmo protocolo.
Espera-se que finalmente em 2005 (oito anos depois!!!) o Protocolo de Quioto seja uma realidade. Para isto contribuirá e muito, a recente ratificação do Protocolo por parte da Rússia.
Quem continua de costas voltadas, são os Estados Unidos da América, o que já vem sendo hábito. A administração de Bush não está disposta a limitar as emissões uma vez que isso implicaria uma revolução em toda a “Máquina Industrial” que funciona nos EUA. Os objectivos claros são produzir cada vez mais, sem olhar a meios. Destruir enquanto há, produzir enquanto der!
Na minha opinião, o Protocolo de Quioto jamais terá efeitos positivos visíveis sem a participação dos EUA, uma vez que estes são os maiores consumidores mundiais de energia. Basta vermos, por exemplo, na evolução percentual das emissões per capita no período 1990 a 2000, a Europa reduziu as suas emissões de gases com efeito de estufa em 4%, enquanto os EUA as aumentaram em 15%. Assim torna-se muito difícil alterar o panorama actual.
Para além disto chegam-nos informações muito pouco animadoras: sabemos que, uma vez libertada para a atmosfera, uma tonelada de CO2 exerce o seu impacto durante um período de 100 anos e que, independentemente da proveniência dos gases, se efectiva uma mistura de gases na atmosfera global, o que significa que não interessa onde é feita a emissão nem tão pouco onde ocorre a sua redução.
Até ao ano 2100 prevê-se que a temperatura média da superfície da Terra aumente entre 1,4ºC e 5,8ºC, prevê-se um aumento global das chuvas, o nível do mar subirá entre 9 e 88 cm, haverá mais inundações, secas, ondas de calor, ciclones tropicais, entre outras calamidades naturais.
Em Portugal é urgente implementar o Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) que leve a:
Produção de electricidade a partir de energias renováveis;
Controlo de emissões na fonte;
Reformulação do imposto automóvel em função das emissões de CO2;
Redução dos incêndios florestais;
Eficácia e eficiência da exploração e gestão florestal.
Se assim não for, não conseguiremos cumprir os valores impostos pelo Protocolo de Quioto. Para além disso, com a entrada em vigor do Mercado das Emissões de Carbono, aqueles que conseguirem reduzir as suas emissões abaixo do que lhes foi atribuído, podem vender o que sobra aos que decidem aumentar as emissões e exceder a sua quota.
Não quero ser muito pessimista, mas quanto a mim, e se tudo continuar como até aqui, Portugal vai gastar alguns milhões de euros por incumprimentos… Culpados? Somos todos nós!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.euronatura.pt/ – Centro para o Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentado.