Realizou-se no passado fim-de-semana, dia 07/07/07, o Live Earth. Passada uma semana, resolvi fazer aqui um balanço deste acontecimento à escala mundial.Organizada pela Alliance for Climate Protection, presidida por Al Gore, a campanha contou com a participação dos músicos mais carismáticos do mundo, abraçando esta causa que visa alertar o planeta para o aquecimento global. As cidades escolhidas para as actuações foram oito: Londres, Nova Iorque, Hamburgo, Joanesburgo, Rio de Janeiro, Sydney, Tóquio e Xangai. Para além disso, houve outras cidades que se juntaram como parceiros, tal como Lisboa.
Confesso que não sou grande adepto de Al Gore, uma vez que enquanto esteve ao lado de George W. Bush, na presidência dos Estados Unidos da América, não se mostrou tão amigo do ambiente, como agora parece. No entanto, nunca é tarde para as pessoas se redimirem, pelo que com o livro e o filme/documentário “Uma Verdade Inconveniente” e agora com esta magnífica organização, considero que está no bom caminho!
Tratou-se de facto de um evento extraordinário, talvez o maior alguma vez realizado, o que se tivermos em conta a causa que defende, o Ambiente, é deveras curioso. Foram mais de cem concertos com uma audiência de dois biliões de pessoas! Não fosse nesse dia a eleição das novas sete maravilhas do mundo e não se teria certamente falado de outra coisa.
Todas as infra-estruturas onde decorrem os concertos do Live Earth foram construídas por uma equipa de engenheiros que tiveram em linha de conta o contexto natural dos locais e a gestão de energia. Esta equipa do US Green Building Council tentou assim conseguir o menor impacto ambiental e o menor gasto energético possível.
O campanha SOS que está por trás do movimento Live Earth, pretende encorajar os indivíduos a alterarem os seus comportamentos de consumo, assim como apelar às organizações e aos decisores políticos, para que combatam as alterações climáticas.
Gostava apenas de, em jeito de desabafo mostrar a minha desconfiança em relação aos resultados práticos de tamanha organização. Por outras palavras, será que ainda alguém se lembra de qual era o objectivo desta acção? Ou será que apenas se lembram de como ia vestida a Madonna ou como cantou o Lenny Krevitz?
Com isto não quero dizer que estou contra a organização destes eventos, antes pelo contrário. È bom ver que há outras pessoas a defender a causa que também eu defendo neste espaço e no dia-a-dia. Contudo, se fizermos uma correcta avaliação, certamente que vai deixar muito a desejar.
Ainda assim, o apelo está lançado. Imaginem que há um Live Earth todos os dias e pensem naqueles que vão ainda nascer e não têm de pagar a nossa pesada factura.
SOS ASKS ALL PEOPLE TO ANSWER THE CALL!
SAUDAÇÕES AMBIENTAIS
Sitio recomendado – http://www.liveearth.org/ – Página oficial do evento

Está tudo em brasa! No dia em que se esperava que o Ministro das Obras Públicas anunciasse o concurso público para a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa, Mário Lino (sim, o tal do Deserto!) surpreendeu a Assembleia da República com uma novidade: a decisão de avançar para a Ota foi suspensa por seis meses. Durante este tempo uma comissão técnica coordenada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) irá proceder à avaliação comparativa de duas localizações: Ota e Alcochete. Será que de um momento para o outro, a margem sul deixou de ser um deserto?!
Comemora-se na próxima terça-feira, dia 05 de Junho o Dia Mundial do Ambiente. As cerimónias oficiais desta efeméride terão lugar em Tromso, na Noruega, segundo comunicou o Programa das Nações Unidas para o Ambiente. Tendo como slogan "Melting ice – a Hot Topic", as comemorações mundiais incidirão sobre o efeito das alterações climáticas que se prevê serão maiores nos pólos levando ao degelo.









