segunda-feira, novembro 27, 2006

COMPOSTAGEM NAS ESCOLAS



Arrancou no passado dia 06 de Novembro o projecto “Compostagem nas Escolas”. Desenvolvido pela Câmara Municipal de Portalegre e com a colaboração da VALNOR, o projecto abrange neste momento oito escolas da cidade de Portalegre: Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Escola Superior de Educação, Escola Secundária S. Lourenço, Escola Secundária Mouzinho da Silveira, Escola B. 2,3 José Régio, Escola B. 2,3 Cristóvão Falcão, Escola Básica 1 da Corredoura e Escola Básica 1 dos Assentos.
O projecto foi pensado já em 2004, mas por várias razões arrancou apenas este ano. Antecipando o arranque da Central de Compostagem da VALNOR, no próximo ano, pretende levar aos jovens o processo da reciclagem orgânica, uma vez que quanto à reciclagem de inorgânicos como o papel, plástico e o vidro, as coisas têm corrido bem, fruto também das inúmeras acções de divulgação e sensibilização.

Foi entregue a cada escola participante um compostor, que é o recipiente semelhante a um contentor do lixo, no qual se vai desenvolver o processo da reciclagem orgânica. Foi seleccionada uma turma por escola para ficar responsável pelo compostor, no entanto todos podem participar colocando os resíduos orgânicos apropriados tais como: restos de hortaliça, cascas de fruta, folhas e sacos de chá, cascas de batatas, aparas de relva, folhas, ervas, ramos de arbustos, palha, entre outros.
No final do processo o que sobra é uma substância com cheiro a terra semelhante a um solo rico em substâncias orgânicas. O composto pode ser usado em relvados, jardins, quintais, à volta das árvores ou mesmo em plantas envasadas. Este fertilizante melhora a estrutura e porosidade dos solos, quer arenosos quer calcários, permitindo uma melhor retenção de água e nutrientes e um melhor arejamento, reduzindo a erosão. Alguns estudos demonstraram que o uso do composto diminui a ocorrência de determinadas pragas das plantas.
Refira-se que este processo é muito demorado, uma vez que é necessário algum tempo para a matéria orgânica entrar em decomposição, pelo que faço um apelo às escolas participantes, não desmotivem com o passar do tempo, pois o resultado final vai-vos surpreender certamente.
Bom trabalho para todos e que façam um bom composto.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado – http://www.cm-portalegre.pt/ (consultar o tema Ambiente e a secção compostagem doméstica)

domingo, novembro 12, 2006

CHUVA,CHUVA,CHUVA

Nesta secção, que estás prestes a comemorar dois anos de existência, resolvi iniciar com um artigo sobre as alterações climáticas. Agora, passado esse tempo, escrevo novamente sobre o assunto, até porque os acontecimentos dos últimos dias, levaram muitas pessoas a questionarem-se sobre o porquê de determinados acontecimentos.
Será normal chover tanto como tem chovido? E muitos dizem “Claro, estamos no tempo da chuva, se não chover agora quando vai chover?!” ou então “Com 60 anos de vida, eu nunca vi uma coisa assim, não sei de onde vem tanta água!”. Muitas são as opiniões, qual delas a correcta? Talvez não haja resposta correcta…

Iniciou-se no passado dia 06 de Novembro em Nairobi, no Quénia, a 12.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. A Quercus também está presente através de um membro da Direcção Nacional Francisco Ferreira (por acaso, um antigo professor meu). Vários são os temas debatidos, entre eles: - Que objectivos para a redução de emissões de gases de efeito de estufa após o final do primeiro período de compromissos do Protocolo de Quioto em 2012? - Como envolver os países em desenvolvimento? - Que perspectivas para os Estados Unidos virem a integrar um compromisso no quadro de obrigações existentes e/ou a desenvolver? - Como lidar com o número cada vez maior de evidências relativas aos impactes das alterações climáticas à escala mundial e em Portugal.

A situação actual não está nada favorável, basta olharmos para as palavras do ministro do Ambiente queniano, Kivutha Kibwana, já durante a conferência: «As alterações climáticas estão rapidamente a emergir como uma das ameaças mais sérias que a humanidade alguma vez poderá enfrentar».
Portugal em 2004 estava 40,8% acima de 1990, obrigando o Protocolo de Quioto a um aumento limite de 27%. O Governo já assumiu que em relação à meta de Quioto de 76,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente se verificará uma ultrapassagem em 5,8 milhões de toneladas/ano, implicando um custo total de 348 milhões de euros que já começaram a ser assumidos pelos Orçamentos de Estado de 2006 (6 milhões de euros) e 2007 (72 milhões de euros) na constituição de um Fundo de Carbono. Para assegurar o cumprimento das estimativas de cumprimento do Protocolo de Quioto presentes no Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) publicado em Agosto de 2006, tal implica uma redução média das emissões de gases de efeito de estufa em cerca de 1% por ano entre 2004 (último ano com dados de emissões conhecidos) e 2012. Esta redução decorre da ultrapassagem prevista no PNAC atingir 36,6% acima dos níveis de 1990 (isto é, 9,6% acima dos 27% estabelecidos no Protocolo de Quioto). Sabendo-se que em 2005 houve um aumento das emissões em Portugal derivadas da seca, a redução deverá no entanto ser superior. Esta redução é vista pela Quercus e confesso, que por mim próprio, como muito optimista face à incapacidade de implementação das medidas de redução de gases de efeito de estufa previstas.

No final, vamos pagar (e muito) para poluir…

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www.quercus.pr – Associação Nacional de Conservação da Natureza

quarta-feira, novembro 01, 2006

PERSU II

Está neste momento em discussão o Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos 2006-2016 (PERSU II) e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) já fez sentir o seu desagrado com aquilo que está previsto acontecer.
Trata-se de um documento que visa estabelecer as normas para a próxima década, no que à gestão de resíduos sólidos urbanos diz respeito.
Vários são os pontos de discórdia, o que levou o presidente da ANMP a intervir durante esta semana, chamando a atenção dos portugueses que têm andado “distraídos” com a subida dos preços da electricidade.
As tarifas de resíduos sólidos, já elevadas, irão aumentar ainda mais. A situação pode tornar-se muito complicada para alguns dos municípios que já hoje sentem dificuldades em pagar as suas facturas aos Sistemas responsáveis pela gestão dos resíduos. Depois, quem acaba por sofrer são os munícipes, que vêm assim as suas contas no final do mês a aumentar cada vez mais. Esta tarifa vem normalmente indexada à factura da água.
Refira-se que apesar de em Portalegre essa tarifa já se encontrar presente há algum tempo, muitos são os municípios que ainda não a aplicam e esses terão certamente mais dificuldades num futuro muito próximo. No entanto a tarifa que os munícipes pagam, não consegue cobrir todas as despesas relacionadas com a gestão de resíduos.
A ANMP considera importante a existência de um Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos para a próxima década, no entanto esse Plano deverá ser mais realista e não utópico, não descurando os cidadãos e as suas dificuldades económicas.

A gestão de resíduos é um problema que afecta a todos, pelo facto dos resíduos fazerem parte do nosso dia-a-dia. A mentalidade da população, apesar de estar um pouco diferente para melhor, está ainda um pouco antiquada. São já muitos os que apostam na reciclagem, no entanto ainda há muita gente que não quer saber de ecopontos para nada e ainda gozam quem faz a separação dos resíduos.
Nas escolas, a temática ambiental está cada vez mais presente, e espera-se que a próxima geração seja mais ecológica que a de hoje, uma vez que a continuar assim, qualquer dia não há onde colocar os resíduos. Repare-se que cada pessoa produz em média cerca de 1,5 kg de resíduos por dia, o que dá 45 kg por mês e 540 kg por ano. Isto, repito, apenas para uma pessoa!

O PERSU II é um documento bastante extenso. Por esta razão deveriam dar mais tempo às entidades envolvidas na discussão para que pudessem analisá-lo. Quanto a mim, o facto de darem pouco tempo para análise deste tipo de documentos tem algum objectivo…

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www.anmp.pt – Página da Associação Nacional de Municípios Portugueses

segunda-feira, outubro 16, 2006

ALENENERGY

Numa altura em que estamos a poucos meses do encerramento de uma das principais indústrias da cidade de Portalegre, acaba de ser inaugurada uma nova firma virada para as energias renováveis.
ALENENERGY – Energias Renováveis, Lda., está localizada na Zona Industrial, mais concretamente na R. Eng.º Cipriano Caleya, 12 – Fracção A. Tem uma equipa jovem e dinâmica composta pelo Eng.º Civil Carlos Guedelha e o pelo Eng.º Mecânico Nuno Falagueira, com um objectivo comum, reforçar as energias renováveis num Alentejo que desperdiça imensas horas de sol por ano, que podem ser bem melhor aproveitadas.
Os produtos que apresentam são variadíssimos, no entanto podemos destacar os painéis solares térmicos, os painéis solares fotovoltaicos, as lareiras e os recuperadores de calor. Para completar o leque de soluções de climatização também comercializam piso radiante, pedras naturais radiantes, ar condicionado, etc.
No presente artigo, pretende-se dar a conhecer mais pormenorizadamente os painéis solares, os quais já foram objecto de destaque nesta secção.
O sistema solar térmico mais comum é o termosifão, que é composto por um circuito primário, no qual entra água da rede e sai água quente, e um circuito secundário, no qual temos água com glicol (anti-congelante). A água quente sobe do circuito secundário para o circuito primário, levando assim ao aquecimento.
No Inverno, com menos horas de sol disponíveis, existe um termóstato ligado a uma resistência eléctrica para proceder ao aquecimento da água.
O painel deverá estar virado a Sul e a sua inclinação deverá situar-se entre os 30 e os 45 graus. A ALENENERGY comercializa painéis com diferentes capacidades, entre os 150 e os 350 litros. A escolha correcta depende do número de pessoas a quem o aparelho vai servir, podendo fazer-se uma média de 50 litros por pessoa. Assim, para uma casa de quatro pessoas, o aparelho indicado será de 200 litros.
Quanto às principais vantagens podemos enumerar algumas:
Economia – um bom equipamento, dimensionado às suas necessidades, permite economizar cerca de 80% nas despesas com aquecimento de água;
Comodidade – a qualquer hora do dia ou da noite, terá sempre à disposição água quente e sem perca de pressão, podendo utilizar várias torneiras ao mesmo tempo;
Segurança – com um sistema solar nunca haverá perigo de intoxicação, incêndio ou explosão dentro da sua casa;
Defesa do ambiente – ao longo dos muitos anos que durará um sistema de aquecimento com energia solar, serão aquecidos muitos milhares de metros cúbicos de água sem queimar oxigénio nem produzir qualquer gás tóxico ou poluente;
Ausência de manutenção;
Crédito – Pode beneficiar de juros bonificados concedido por várias instituições de crédito, o que lhe permite pagar suavemente o equipamento.
Relativamente aos custos, os aparelhos podem variar entre os 1.700 € (painel de 200 litros) e os 3.300 € (painel de 350 litros), valores já com 12% de IVA incluído. Estes custos são relativos, uma vez que um bom sistema de aquecimento com energia solar paga-se a ele próprio com o dinheiro poupado em gás, num prazo de cerca de cinco anos. Refira-se ainda que, conforme estabelecido no diploma do Orçamento de Estado de 2003, artigo 85º, são dedutíveis à colecta do IRS, 30% das importâncias despendidas com a aquisição de equipamentos solares novos, com o limite máximo de 728 euros. Os beneficiários são todas as pessoas singulares, com rendimentos colectáveis não susceptíveis de serem considerados custos nas categorias B (rendimentos empresariais e profissionais).
Relativamente as empresas também têm benefícios mencionados no Despacho Regulamentar n.º 22/99, de 6 de Outubro, que estipula um período mínimo de vida útil de 4 anos do sistema solar, para efeitos de reintegração e amortização do investimento. Esta medida permite uma redução no IRC anual, acumulável com outros incentivos, que pode ter um impacte substancial na recuperação do investimento.
Para mais informações poderá deslocar-se à sede da firma, na morada acima indicada ou então contactar os responsáveis Eng.º Carlos Guedelha (917278861) ou Eng.º Nuno Falagueira (916821970).
A iniciativa merece todo o meu apoio e deverá merecer a atenção de todos, uma vez que está no caminho que deve ser seguido se queremos um mundo mais sustentável. Parabéns aos responsáveis e bons negócios!


SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

segunda-feira, outubro 02, 2006

CENTRAIS DE BIOMASSA

Estão entregues as candidaturas para o concurso lançado pelo Governo para a construção de 15 centrais termoeléctricas a biomassa florestal. No total foram entregues 36 candidaturas, sendo a central da Sertã aquela que atraiu mais concorrentes.
Após a abertura pública das propostas, a Direcção Geral de Energia informou que os lotes com maior potência (10 e 11 MW) foram os que mais candidaturas receberam, havendo dois dos três lotes de menor potência (2 MW) que não receberam qualquer proposta.

O lote 13, até 10 MW, no distrito de Portalegre, recebeu as candidaturas da Biomassas de Portalegre e da EDP – Produção Bioeléctrica, SA.

As centrais de produção de energia eléctrica a biomassa florestal utilizam como combustível a matéria florestal proveniente da silvicultura e dos desperdícios da actividade florestal. Assim é possível utilizar um resíduo que normalmente é depositado em aterro.
A valorização da biomassa florestal faz parte da estratégia nacional para a promoção e desenvolvimento das energias renováveis e de combate aos fogos florestais. Permite ainda reduzir a importação de combustíveis fósseis, como por exemplo o petróleo, e a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera.

Os resultados do concurso, para o qual a entrega de propostas terminou no passado dia 19, deverão ser conhecidos no início de 2007. Os investimentos rondam os 250 milhões de euros.
Resta-nos portanto esperar para começar a valorizar os resíduos florestais, conseguindo assim produzir energia eléctrica.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado – www.dge.pt – Página da Direcção Geral de Geologia e Energia

domingo, setembro 10, 2006

MANIFESTAÇÃO ANTI-NUCLEAR

Recebi esta semana um e-mail do Sr. José Janela, o qual muito agradeço, no qual me é chamada a atenção para uma manifestação que vai ser realizada em Espanha no dia 09 de Setembro.
Trata-se de uma manifestação contra a Central Nuclear de Almaraz, organizada pela Confederação Espanhola “Ecologistas en Acción”.
A Central Nuclear espanhola localiza-se na província de Cáceres, junto ao Rio Tejo; fica portanto relativamente próxima do Distrito de Portalegre.
A Quercus, da qual o Sr. José Janela faz parte, irá marcar presença na referida manif e convida todos os sócios e activistas da causa ambiental a estarem presentes. O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus assegurará alojamento gratuito a todos aqueles que se desloquem de locais mais afastados e tentará conjugar a disponibilidade de transportes com os colegas espanhóis. Se pretenderem informações mais detalhadas, deverão contactar o Núcleo Regional de Portalegre da Quercus, através do Sr. José Janela pelo e-mail: josejanela@yahoo.com.br.

A manifestação visa protestar contra a Energia Nuclear no seu geral, mas mais especificamente contra a Central de Almaraz, isto porque a Central em questão tem tido incidentes com regularidade, o último dos quais em Junho, tendo-se na altura medido nos arredores da Central, níveis de radioactividade superiores ao permitido.
Estes incidentes têm passado despercebidos do lado de cá da fronteira, isto apesar de no caso de haver um acidente grave, Portugal poder ser um dos principais afectados.

Pela proximidade que existe do nosso distrito à referida Central Nuclear, é importante que se batalhe contra este atentado ambiental, pois em caso de acidente, as consequências são irreversíveis.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado – http://www.ecologistasenaccion.org/ – página da Confederação Espanhola “Ecologistas en Acción”

segunda-feira, agosto 28, 2006

ECOVALOR DESCONHECIDO

Os portugueses encontram-se a pagar, desde Maio passado, uma taxa que a maior parte desconhece, conforme noticiou o Diário de Notícias, na edição de 23/Agosto/2006. Trata-se do ecovalor e é aplicado sempre que se compra um electrodoméstico novo, sendo uma taxa que suporta o custo do envio desse equipamento para a reciclagem.
O que acontece é que o sistema que recolhe e encaminha os resíduos para os centros de reciclagem ainda não está totalmente operacional, no entanto a referida taxa continua a ser aplicada.
A taxa é aplicada em inúmeros produtos tais como telemóveis, computadores, impressoras, aparelhos de ar condicionado, televisões, rádios, entre outros.
O custo adicional pode ser acrescentado ao preço do produto e assinalado na factura ou acrescentado sem ser de forma visível, dado que a lei não obriga à publicitação. Pode ainda ser incluído no custo do produto, sendo suportado pelo vendedor sem custos adicionais para o consumidor. Em suma, se em alguns casos o cidadão não sofre directamente o aumento, noutros está a pagar sem saber.
Para além disto, o cidadão também não sabe que também é responsável pela reciclagem desse produto quando ele se transformar em resíduo, ou seja, não sabe que o tem de entregar num local adequado (centro de recepção de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos – REEE).

O Instituto dos Resíduos garante que se trata de uma situação transitória, uma vez que aguardam apenas que as duas entidades gestoras destes resíduos informem onde vão ser os centros de recepção e avancem com as campanhas de sensibilização da população.
As entidades gestoras licenciadas pelo Ministério do Ambiente para gerir estes resíduos, a Amb3E e a ERP Portugal, consideram que a taxa deve ser aplicada mesmo sem o sistema estar completamente operacional, uma vez que há encargos de montagem do sistema, investimentos inerentes à recepção, logística, transporte e tratamento, para os quais é necessário que haja financiamento.
A Amb3E garante que em Setembro a recolha vai avançar na região de Lisboa, Porto e Litoral Oeste enquanto que a ERP Portugal, já fez este mês uma recolha de cinco toneladas junto dos grandes distribuidores.

Quanto às metas comunitárias que têm de ser atingidas são de quatro quilos de REEE por habitante e por ano, metas essas que as entidades gestoras acreditam que vão ser cumpridas.
Ficamos então a guardar pelas campanhas de sensibilização para a população, de modo a que sejam informadas que as taxas “fantasma” que andam a pagar, servem para alguma coisa.
SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado – http://www.inresiduos.pt/ – Página do Instituto dos Resíduos

segunda-feira, julho 31, 2006

REDE NATURA 2000 EM DISCUSSÃO


Realizou-se no passado dia 18 de Julho, uma reunião no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre, no qual esteve presente o Secretário de Estado do Ambiente, Sr. Dr. Humberto Rosa, reunião essa organizada pela Secção de Municípios com Áreas Protegidas da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
O encontro contou com a presença de vários autarcas e técnicos dos quatro cantos do país e foi bastante participada, tendo o debate alguns momentos acesos.
O tema que estava em cima da mesa era a Rede Natura 2000, tema esse já alvo de um artigo nesta mesma secção. Ainda assim, podemos relembrar o que é a Rede Natura 2000. Trata-se de uma rede de áreas designadas para conservar os habitats naturais e as espécies selvagens raras, ameaçadas ou vulneráveis. Esta rede representa o empenho dos países europeus na conservação dos seus recursos naturais a partir do ano 2000 sendo constituída por dois tipos de zonas: as ZEC (Zonas Especiais de Conservação - incluem habitats naturais e espécies de flora e fauna) e as ZPE (Zonas de Protecção Especial - incluem populações significativas de aves selvagens e respectivos habitats).

A Rede Natura 2000 vai aumentar as áreas protegidas do território nacional, situação que levanta alguma polémica entre os autarcas. Para além disto, a questão mais debatida foi o facto de não haver, até ao momento, financiamento que sirva de “incentivo” à aceitação por parte dos municípios destas novas regras.

Respondendo em nome do Governo, o Sr. Secretário de Estado, lá se foi defendendo, revelando que as questões financeiras não são o seu forte.
Todos queriam saber quanto iriam receber, ou se iriam receber algo. No entanto, os municípios foram informados que existem directrizes que não estão directamente relacionadas como o Governo, sendo linhas estratégicas definidas pela União Europeia.
A questão que se coloca é que há municípios que estão cobertos, quase a 100%, por área protegida. Estes municípios colocam várias questões, com toda a lógica, nomeadamente qual será o futuro, em termos de evolução para uma região assim classificada.
O Dr. Humberto Rosa refere que deveria ser um orgulho para qualquer município ter tanta área protegida, mas se pensarmos nos entraves que esse mesmo município terá cada vez que tentar fazer algo, como por exemplo uma qualquer construção, facilmente se percebe que as dificuldades serão muitas.

Já o tinha dito, no artigo em que abordei este tema, mas volto a repetir, é bom que se crie um balanço entre ambas as partes, para que ninguém saia prejudicado com isto.
Sou a favor do ambiente, mas também sou a favor do desenvolvimento. É necessário é que seja um desenvolvimento sustentável, evitando caminhar para posições extremistas, que a nada nos levam.
Aguardemos os próximos capítulos…
SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado - http://www.anmp.pt/anmp/secmun/index.html - Associação Nacional de Municípios

segunda-feira, julho 17, 2006

RESÍDUOS VOLUMOSOS

É com algum desagrado, que mais uma vez venho apelar à compreensão dos portalegrenses relativamente à deposição indevida de resíduos na via pública.
Quando, por exemplo, se procede à instalação de alguns contentores enterrados na nossa cidade, o objectivo principal é que terminem as montanhas de lixo que se iam amontoando à medida que cada um se lembrava de aí colocar o que bem lhe apetecesse. Com isso, conseguimos evitar a má imagem da nossa cidade, não só para os que nos visitam, mas acima de tudo para aqueles que aqui habitam.
No entanto, e apesar dos apelos feitos por variadíssimas pessoas (incluindo eu!), alguns continuam a agir como se nada fosse e como se vivêssemos ainda nos tempos que já lá vão.

Quando alguém tiver um ou mais resíduos volumosos (também conhecidos por monos ou monstros) para deitar fora, poderá agir de várias maneiras:
- Ligar para o Gabinete do Munícipe da Câmara Municipal de Portalegre, através do número grátis 800 200 150, solicitando essa remoção. Esta opção serve apenas para os moradores da cidade de Portalegre; quanto aos outros munícipes, existem nas freguesias rurais algumas cubas onde poderão depositar esses mesmos resíduos;
- Dirigir-se ao Ecocentro de Portalegre, inaugurado no passado dia 5 de Outubro, que se localiza na Zona Industrial de Portalegre.
As pessoas que se localizam noutros concelhos, deverão solicitar informação nas Câmaras Municipais respectivas.

Por vezes, há quem se queixe, e com alguma razão que ainda não há solução para um determinado tipo de resíduo e por essa razão não podem encaminhá-lo correctamente, mas por vezes isto é apenas uma desculpa, porque sempre que podem, lá vão eles deixar o seu sofá, o seu colchão, o seu frigorifico velho e outros mais, ao contentor mais próximo.
Felizmente para nós, há já muita gente que se preocupa com o encaminhamento correcto dos resíduos e ainda bem para nós, caso contrário estaríamos bem tramados!
Aqui fica, mais uma vez, o meu apelo para que se mudem os hábitos e para que caminhemos todos para a melhoria contínua, pois uma cidade nova com uma mentalidade velha não combinam, não acham?


SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

segunda-feira, junho 26, 2006

TÁXIS A GÁS

A discussão está lançada e prevê-se que em breve teremos os táxis movidos a gás natural.
A notícia, veiculada esta semana, não agradou a todos, como não poderia deixar de ser, principalmente pelo facto de haver necessidade de proceder a alterações nos veículos que requerem um investimento de cerca de 1500 euros.
Ainda assim, o gás natural, que virá em substituição do gasóleo, poderá permitir a redução de custos dos taxistas em cerca de 50%.
Esta alteração está prevista no Plano Nacional de Alterações Climáticas (PNAC) e visa reduzir a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera (gás extremamente poluente).

Uma das questões que está a levantar alguma polémica prende-se com os locais de abastecimento. A ANTRAL - Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros tem um plano, preparado há três anos, para pôr em marcha a reconversão que "nunca mereceu grande interesse das entidades que o podiam apoiar", disse Florêncio Almeida, o presidente daquela estrutura associativa. Segundo ele, o que os taxistas pediam não era muito. "Não queríamos sequer apoios para a reconversão das viaturas, apenas pedíamos terrenos às autarquias para instalar postos de abastecimento de gás natural, que a Fundação ANTRAL exploraria". E garante: "Esses postos seriam explorados por nós, mas o eventual lucro reverteria a favor da assistência social na velhice e na doença aos taxistas e suas famílias." Para Florêncio Almeida, a implementação desta medida exige uma garantia de fornecimento daquele combustível aos taxistas. Mas, até ao momento, não existe em Portugal nenhum posto de abastecimento público de gás natural comprimido.
Na opinião da ANTRAL, a reconversão dos veículos não faz sentido, uma vez que se poderia aproveitar para que, à medida que fossem substituídos os carros mais antigos da praça, os novos viessem já preparados para o gás natural.
Para isto, será também importante o aparecimento de benefícios fiscais para a aquisição destas viaturas, de modo a incentivar os taxistas a adquiri-las.

Para além dos táxis, é bom que a medida seja adoptada para todos os transportes públicos, conseguindo assim uma redução superior de dióxido de carbono e ainda, possibilitando a redução dos preços praticados pelas transportadoras.

Na Área Metropolitana de Lisboa, vão desde já dar um enorme passo nesta matéria, uma vez que quase toda a sua frota de carros de recolha de resíduos vai começar a utilizar gás natural, conforme noticiou o Diário de Noticias no passado dia 20 de Junho.
Uma boa prática, sem dúvida, o que é sempre de louvar.


SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

segunda-feira, junho 12, 2006

SEMANA EM CHEIO

Caros leitores, como certamente se aperceberam através dos meios de comunicação social, comemorou-se na passada 2.ª Feira, dia 5 de Junho, o Dia Mundial do Ambiente.
Ao contrário de anos anteriores, este ano não se realizou a iniciativa “Serra Limpa, Serra Protegida”, não só pelo facto do dia 5 de Junho coincidir com um dia de semana, mas também pela decrescente participação, ano após ano, das gentes da nossa terra (o eterno problema!). Ainda assim, há a assinalar uma série de inaugurações que decorreram nesse mesmo dia. Consciente de que essas inaugurações serão alvo de uma análise mais pormenorizada por quem de direito (entenda-se jornalistas), pretendia destacar dois acontecimentos: a inauguração do Ecocentro de Portalegre e a entrada em funcionamento dos contentores enterrados.

Comecemos então pelo Ecocentro, que está localizado na Zona Industrial, mesmo em frente ao Centro de Formação Profissional. Neste espaço, o munícipe poderá depositar diversos tipos de resíduos tais como papel, cartão, plástico, vidro, velhos electrodomésticos, madeiras não tratadas, restos de jardinagem e óleos alimentares. Refira-se que a deposição de resíduos é gratuita, podendo ser feita de 2.ª a 6.ª Feira, dos 09h-12h e das 14h-18h, enquanto que nos sábados o horário é das 08h-13h. Como vê, tem mais uma razão para não depositar os resíduos volumosos junto aos contentores!

O outro assunto sobre o qual queria falar, é relativo aos contentores enterrados, sobre os quais já escrevi um artigo nesta secção.
Para já, os contentores existentes localizam-se no Bairro dos Assentos, na Urbanização do Planalto, no Largo dos Combatentes, no Largo Dr. Frederico Laranjo, na R. Guilherme Gomes Fernandes (frente à Câmara Municipal de Portalegre), no início da Rua Torre do Pessegueiro (frente ao Restaurante Poeiras) e na Urbanização Bela Vista (perto dos Bombeiros Voluntários).
Nestes locais, assim que os contentores entraram em funcionamento, os contentores verdes que antes existiam foram retirados. O que acontece é que há pessoas que devem pensar que alguém roubou os contentores ou então que os contentores foram a arranjar, uma vez que continuam a depositar os resíduos nos locais onde se encontravam anteriormente!
Sei que há ainda algumas dúvidas sobre que tipos de resíduos podem aí ser colocados, no entanto todos os contentores dão essa informação. Ainda assim, e como há pessoas que não sabem ler, poderão identificar através das cores: castanho (lixo comum), verde (vidro), amarelo (plástico), azul (papel e cartão).
Pior ainda são aquelas pessoas que sabem ler, que não são daltónicas, mas que ainda assim continuam a agir de modo a prejudicar o ambiente; quanto a essas…

Termino com mais uma novidade. Criei há pouco tempo uma página na Internet, na qual coloquei todos os artigos que escrevi até ao momento e que será actualizada sempre que sair um novo artigo. Fi-lo a pensar em vós, que acompanham a Fonte Verde e que por vezes me solicitavam via mail, artigos já publicados. Se tiverem oportunidade visitem-na, poderão aí comentar os artigos, deixar uma opinião ou fazer uma pergunta. O endereço é http://fonteverde.blogspot.com

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

sábado, maio 27, 2006

ENERGIA NUCLEAR

A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza, publicou no passado dia 22 de Maio um comunicado no qual referem que a realização de um referendo sobre a introdução da energia nuclear em Portugal, não deverá ser para já uma prioridade.
Segundo a organização não governamental, apenas fará sentido a realização desse mesmo referendo quando estiver definido o local de instalação da central e acima de tudo, quando a energia nuclear for considerada uma opção estratégica para Portugal.
A Quercus apresenta várias razões para esta energia não ser considerada como opção estratégica para o nosso país. “Contrariamente ao que vem sendo apregoado pelos apologistas da central nuclear, esta forma de energia não conseguiu ainda ser economicamente viável, a não ser quando lhe são oferecidas condições muitos especiais quer ao nível de apoios ao financiamento, quer ao nível da passagem de responsabilidades para o Estado”. É pois difícil de acreditar que um projecto como este consiga vingar sem o apoio do Estado.
Este tipo de energia não permite diminuir a dependência do petróleo, o que é um grande problema do nosso país.
Não se trata de uma energia limpa, uma vez que liberta bastante dióxido de carbono ao longo do seu ciclo de vida e produz imensos resíduos perigosos, cujo seu tratamento não é possível.
O risco de ocorrência de acidentes não pode ser excluído, por muito que se afirme que é uma tecnologia segura. Se assim fosse, não haveria necessidade de estar estabelecido internacionalmente o limite de responsabilidade financeira de uma central em caso de acidente. O fundo estabelecido internacionalmente implica que, em caso de ocorrência de um acidente em Portugal onde 10% da população fosse afectada, cada um desses cidadãos receberia 1500€ de indemnização, sendo que desse valor, a central pagaria 47%, o Estado 33% e a comunidade internacional 20%.
A localização deste tipo de infra-estrutura é outro dos entraves com que a energia nuclear se depara, uma vez que é necessária muita água para a sua laboração e com os problemas de seca que temos, não será fácil arranjar um local com água em abundância.
Para além deste factor, existe ainda a opinião pública, que nestas coisas é sempre muito severa! Existe o chamado efeito Nimby, no qual as pessoas referem que podem fazer o que quiserem, desde que não seja às suas portas e neste caso, ninguém vai querer ter uma casa com vista para a central nuclear…
Em suma, a Quercus considera que este não é o debate mais urgente, importa sim implementar efectivamente a eficiência energética, poupando dinheiro ao país, assim como melhorar o desempenho das energias renováveis e aumentar a sua contribuição nacional, estimulando ao mesmo tempo o emprego descentralizado e promovendo o desenvolvimento local.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://quercus.sensocomum.pt/ - página da Quercus

INICIATIVA ECO-CORAÇÃO

Realizou-se no passado Domingo, dia 7 de Maio, mais uma edição das Festas do Sr. dos Aflitos. A romaria de anos anteriores repetiu-se, levando imensas pessoas a percorrer todo o trajecto a pé. Em simultâneo com a realização da festa religiosa, a Câmara Municipal de Portalegre levou a cabo uma iniciativa, na qual tive a oportunidade de estar envolvido, denominada “Eco-Coração”, realizada com o objectivo de sensibilizar as pessoas para a importância de andar a pé, não só para a saúde mas também para o ambiente.
Tendo como lema “…de coração no ambiente…”, a iniciativa consistiu em distribuir t-shirt`s, cujo logótipo foi desnhado pela Gabinete de Comunicação da CMP, e panfletos às pessoas que se deslocavam a pé, alertando-as para o facto de, para além do exercício físico ser também muito importante mantermos uma alimentação saudável.
Foram distribuídas 250 t-shirt`s, com o patrocínio da Delta Cafés e cerca de 400 panfletos, gentilmente cedidos pela Fundação Portuguesa de Cardiologia.
As t-shirt`s foram obviamente escassas para tanta procura, tendo a distribuição durado não mais que dez minutos. Sabemos que muitos foram os que ficaram tristes por não terem levado uma para casa, no entanto era impossível dar uma t-shirt a cada pessoa.
Esta iniciativa contou ainda com a magnífica colaboração do Agrupamento n.º 142 dos Escuteiros, que efectuaram a limpeza do percurso que vai desde o cruzamento da estrada do Crato até à Capela, apanhando imenso lixo que as pessoas continuam a deitar nas bermas da estrada. Durante o percurso estavam duas faixas que alertavam para a protecção do ambiente e estavam distribuidos baldes para a deposição do lixo e caixas amarelas da Valnor para deposição de plásticos e metais, para reciclagem. Ainda assim, há quem continue a preferir o depósito nas bermas.
Para além disto, solicitámos o apoio da Escola Superior de Saúde para que nesse dia estivessem no local da festa a medir a tensão arterial e avaliar os níveis de colesterol das pessoas, no entanto pelo facto de na véspera se ter realizado a Queima das Fitas, levando a que muitos alunos se tivessem ausentado com as suas famílias, esse pedido não pôde ser atendido.
Tendo a perfeita consciência que não conseguimos chegar aos milhares de pessoas que aí se deslocaram, por vários motivos, consideramos que a iniciativa correu bastante bem, tendo os objectivos sido atingidos.
Reforço mais uma vez o apoio prestado pela Delta Cafés, Fundação Portuguesa de Cardiologia e Agrupamento n.º 142 dos Escuteiros, sem os quais a realização desta iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Portalegre, não teria sido possível.
Não podia terminar sem vos pedir que apareçam este fim-de-semana nas Festas de Nossa Sr.ª da Penha, onde este ano sou festeiro pela primeira vez. Poderão provar as belas sardinhas e conviver um pouco, contribuindo assim para que a tradição não morra.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://cardiologia.browser.pt/ – Página da Fundação Portuguesa de Cardiologia

O AMBIENTE NAS COMPRAS

A edição n.º 268 da revista Proteste (Abril), vem alertar os consumidores para o facto de não esquecerem o ambiente enquanto efectuam as suas compras, razão pela qual esta semana resolvi debruçar-me sobre esse assunto.
Ao contrário do que acontecia há uns anos atrás, as grandes superfícies comerciais vieram substituir o comércio tradicional, o que só veio trazer, na maior parte dos casos, fortes impactes ambientais.
Nestes espaços comerciais, existe um grande consumo de recursos, tais como água e energia. Existe ainda uma enorme produção de resíduos, nomeadamente de embalagens. Por este facto, os hipermercados deverão optar por uma correcta gestão ambiental, seleccionando produtos com menor impacto e sensibilizando os consumidores para que escolham esses mesmos produtos.
Centremo-nos agora em exemplos concretos.
A deposição de pilhas usadas é já uma preocupação da maior parte dos hipermercados, no entanto deveria dar-se mais informação aos consumidores sobre quais os benefícios para o ambiente da deposição dessas mesmas pilhas. A par das pilhas, existem também alguns locais que recebem os tinteiros e tonners das impressoras.
Quanto às arcas congeladoras, a maior parte delas são abertas, o que provoca um gasto enorme de energia, razão pela qual estas deverão ser substituídas por arcas fechadas, evitando assim o desperdício de energia.
Devem incentivar os consumidores a optarem por escolher lâmpadas economizadoras, uma vez que estas reduzem o consumo energético. As pessoas normalmente não optam por estas lâmpadas por serem mais caras, no entanto há estudos feitos que revelam que aquilo que poupamos em energia é superior aos gastos efectuados na sua aquisição. Podemos optar por estas lâmpadas apenas nos locais onde estamos com mais frequência, como por exemplo a sala de estar.
Devemos optar por produtos locais frescos e/ou da estação, ajudamos assim a diminuir a emissão de gases com efeito de estufa, uma vez que o uso de transportes é menor e nem sempre é preciso refrigerá-los. Para quem se preocupa com estas questões, pode optar por produtos de agricultura biológica, que reduzem o impacte negativo sobre o solo, a água e o ar, pois não utilizam pesticidas.
Os hipermercados deverão disponibilizar aos consumidores informações das quantidades de produtos que enviam para reciclagem, incentivando assim também esses mesmos consumidores à separação dos resíduos.
Em suma, os super e hipermercados podem influenciar consumidores, fabricantes e importadores para uma melhor gestão ambiental. Podem obrigar os fabricantes a produzir de forma mais ecológica e incentivar os consumidores a optar por esses produtos. Devem propor sistemas de redução do lixo, como sacos reutilizáveis.
Dado que normalmente as cadeias de distribuição vendem as suas próprias marcas, podem seleccionar convenientemente os produtos que desejam associar à sua marca. Estas cadeias possuem as suas próprias revistas de divulgação de informação e folhetos promocionais, o que lhes permite utilizá-las para a difusão da mensagem ambiental.
Se tirarem uma pequena fatia dos enormes lucros que todos os anos atingem e a utilizarem na melhoria do sistema de gestão ambiental, não é só ambiente que fica a ganhar, somos todos nós.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.deco.proteste.pt/ – portal do consumidor

PONTE DE SÔR A ENERGIA SOLAR

Caros leitores, é com muita alegria que vos comunico uma boa noticia para o ambiente da nossa região. Desta feita falo-vos em concreto de Ponte de Sôr.
Com o objectivo de tentar minimizar os custos de gás, a autarquia de Ponte de Sôr lançou um concurso para a aquisição de painéis solares a instalar no complexo desportivo
Em declarações ao portal AmbienteOnline (http://www.ambienteonline.pt/), Sandra Catarino, técnica da autarquia, explicou que o aquecimento das piscinas é um dos principais responsáveis pelo consumo daquele recurso.Através do uso às energias renováveis, «pretendemos alcançar uma poupança de aproximadamente 90 por cento», sublinhou. Para além da piscina, os painéis serão também instalados no estádio municipal, campo multiusos e pavilhão desportivo.Esta tem sido uma das apostas do Executivo municipal, liderado por João Taveira Pinto, que pretende instalar aqueles instrumentos nas escolas do 1º ciclo. «Estão a decorrer concursos para remodelação desses estabelecimentos de ensino, cujas empreitadas contemplam a instalação de painéis solares. O mesmo acontece com os novos centros comunitários», acrescentou.A base de licitação é de cerca de 335 mil euros e o concurso destinado à montagem e fornecimento de painéis solares para a zona desportiva terá a duração de 70 dias, contado a partir da data de adjudicação. Segundo Sandra Catarino, a intenção da câmara municipal é a de que os painéis já possam estar a funcionar no final do próximo semestre.O financiamento será assegurado por verbas inscritas no orçamento do município e o contrato enquadra-se no Programa Operacional da Energia.
Já aqui vos falei, em artigos anteriores, da importância em apostar nas energias renováveis, diminuindo assim a dependência do petróleo, pelo que considero esta opção, por parte da autarquia de Ponte Sôr, uma mais valia para toda a população em geral assim como, inevitavelmente, para o ambiente.
Boas práticas são sempre de louvar, pelo que expresso aqui os meus parabéns pela iniciativa.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

CONTENTORES ENTERRADOS

Se por acaso já passou no Bairro dos Assentos e não anda muito distraído, certamente já se apercebeu de qualquer coisa de diferente por aquelas bandas!
É verdade, os contentores enterrados chegaram aos Assentos.
Pelo facto de eu ter acompanhado a sua colocação e de muita gente me ter questionado sobre o porquê de tantos e tão grandes buracos, esta semana resolvi escrever um pouco sobre a nova coqueluche do mobiliário urbano da nossa cidade.
Os contentores enterrados, há muito vistos em outras cidades, estão finalmente a chegar à nossa cidade. Estes contentores têm uma capacidade de 3m3, equivalem portanto a três contentores verdes dos maiores.
Ao contrário do que muita gente pensa, a sua recolha não é efectuada por aspiração, sendo feita com o carro normal da recolha de resíduos. O carro possui uma grua que eleva o contentor, encaixando-o na traseira do carro, sendo o método de despejo semelhante ao convencional.
Estes contentores têm bastantes vantagens, quando comparados com os contentores de superfície. Para além da sua capacidade ser superior, como já referi, também em termos estéticos são bastante mais atractivos, uma vez que à superfície existe apenas um marco em inox com cerca de um metro de altura, para as pessoas depositarem os resíduos. Assim eliminamos o forte impacto visual, tão característico dos contentores de superfície, assim como minimizamos os cheiros desagradáveis.
No Bairro dos Assentos estão a ser instalados 18 contentores, permitindo assim substituir 54 contentores de superfície, ou seja, quase todos os contentores existentes nos Assentos.
A colocação destes contentores implica a verificação prévia das infra-estruturas existentes no subsolo, uma vez que é necessário abrir um buraco com cerca de dois metros de profundidade. A tarefa não é nada fácil, uma vez que o subsolo está “minado” de cabos e tubagens. Isto leva a que nem sempre consigamos colocar os contentores onde tínhamos inicialmente previsto.
Daqui para o futuro, o objectivo será substituir todos os contentores de superfície pelos contentores enterrados. No entanto, pelo facto de serem ainda bastante caros, esse objectivo será cumprido a longo prazo, isto claro, se entretanto não surgirem outros mais modernos.
Refira-se que estes contentores colocados nos Assentos são apenas para colocar os resíduos sólidos urbanos indiferenciados, vulgo lixo. Quanto aos ecopontos enterrados, ficamos à espera que a VALNOR decida iniciar a sua colocação, é que agora os enormes ecopontos, ficam a destoar dos novos contentores enterrados, não acham?!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

ECO-CIDADANIA

Com o objectivo de comemorar o dia Mundial da Árvore e das Florestas (21 de Março) e o Dia Mundial da Água (22 de Março), a Câmara Municipal de Portalegre vai levar a cabo uma semana de actividades, entre 20 e 24 de Março, denominada Eco-Cidadania – Educação ambiental para a participação.
Trata-se de uma Ecoteca móvel que irá percorrer as escolas do nosso concelho, interagindo com os alunos.
Essencialmente destinada às crianças das escolas do 1.º ciclo, a iniciativa visa o desenvolvimento da consciência cívica dos jovens como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos e intervenientes, proporcionando uma participação activa na Comunidade.
Pretendem-se desenvolver acções de participação/aprendizagem ambiental baseadas na realização de eco-actividades, centradas nas temáticas da Água, Resíduos, Solo e Conservação da Natureza.
As actividades a desenvolver, contam com o apoio de um recurso itinerante, uma carrinha transformada em Ecoteca, que está equipada com meios informáticos (computadores, ligação à Internet), equipamentos audiovisuais (ecrã plasma), que permitem a realização de jogos interactivos e visualização de vídeos temáticos.
No final da sessão, as crianças recebem um certificado de Criança Eco-cidadã e ficam registadas no Clube Eco-vivo, que regularmente disponibilizará informações sobre eventos e eco-notícias.
Durante os cinco dias, as actividades irão chegar até 407 crianças, oriundas de 16 escolas diferentes, tentando assim sensibilizá-las, para que elas possam encaminhar esses ensinamentos aos seus pais, uma vez que nestas matérias são as crianças que dão enormes lições aos pais!
Refira-se que depois de muitos anos a comemorar o Dia Mundial da Árvore com a plantação de novas árvores, penso que se trata de uma boa ideia fazer algo de diferente e as crianças vão agradecer certamente. Não tenho nada contra as árvores, antes pelo contrário, só acho que às vezes é preciso mudar…

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.cceseb.ipbeja.pt/eco

MONÓXIDO DE CARBONO

Existe um novo produto no mercado, disponibilizado pela Galp Energia. Trata-se de um produto inovador e que, acima de tudo, poderá salvar a vida das pessoas. Só é pena o produto ter um nome estrangeiro, Safeair, o que traduzido significa ar seguro.
Mas o que é afinal o Safeair? Trata-se de um aparelho doméstico que detecta a presença de monóxido de carbono na atmosfera, emitindo um sinal sonoro sempre que a presença deste gás tóxico atinja níveis perigosos, informando assim da necessidade de arejar o local e de se tomarem as medidas necessárias de prevenção e segurança.
O monóxido de carbono (CO) é formado pela combinação de um átomo de carbono e de um átomo de oxigénio. É um gás inflamável, inodoro e muito perigoso devido à sua toxicidade. A vida não é mantida em atmosfera de CO e este é produzido, entre outros métodos, por uma combustão incompleta provocada por falta de oxigénio. Por consequência, existe um risco de provocar acidentes domésticos se os sistemas de aquecimento (lareiras, aquecedores, caldeiras ou esquentadores) não forem correctamente utilizados.
O monóxido de carbono combina-se com a hemoglobina do sangue de forma irreversível diminuindo a capacidade de transporte do O2 dos pulmões até aos tecidos, causando dificuldades respiratórias e asfixia. Possui uma afinidade para se combinar com a hemoglobina 210 vezes superior à do oxigénio. A transformação de 50% da hemoglobina em carboxihemoglobina pode conduzir à morte; diminui a percepção visual, a capacidade de trabalho ea destreza manual.
O Safeair é produzido de acordo com as normas europeias e destaca-se pela facilidade de instalação e utilização, e funciona permanentemente durante cinco anos sem necessidade de substituição de baterias.
Quanto ao preço do equipamento, ronda os 34 euros, mas tendo em conta que pode poupar vidas humanas, não se pode considerar que seja caro.
O lançamento deste produto ocorre pouco tempo depois do início da campanha de informação que a Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE) lançou com o lema “O monóxido de carbono não se vê, não se cheira, não se ouve, mas mata”, que visa alertar a população para aquele perigo.
Com este produto continuamos a não ver e a não cheirar o monóxido de carbono, no entanto já temos algo que nos pode avisar do perigo.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www.galpenergia.pt– Página da Galp

METAS DA RECICLAGEM

Mais um ano se passou e é hora de balanços. Segundo os resultados recentemente divulgados, ainda provisórios, Portugal vai cumprir as metas de 2005 relativamente à reciclagem de embalagens, com excepção do plástico. Os dados foram apresentados pelo Secretário de Estado do Ambiente, no passado dia 3 de Fevereiro.
A Directiva Europeia de 1994 definiu como meta de reciclagem de embalagens os 15 % para cada material. Na maior parte das fileiras, esta meta foi largamente ultrapassada. Vejamos o caso do papel e cartão (60% reciclado), metal (57%), vidro (41%). Quanto às embalagens de plástico, não fomos além dos 11%, razão pela qual a meta não foi atingida.
Existem algumas explicações possíveis para o facto de esta meta não ter sido atingida. A principal razão, que está já a ser sujeita a uma investigação pelo Instituto dos Resíduos e a Inspecção-Geral do Ambiente, é a exportação de plástico sem haver qualquer controle. Refira-se que até ao momento foi já detectada a exportação de mais de 2000 toneladas de plástico!
O facto de ter havido incumprimento nesta fileira, não significa que vamos sofrer penalizações. O que vai acontecer é que existirão incentivos para melhoria da eficácia e recuperação do atraso da reciclagem dos plásticos.
Na minha opinião, para além destes incentivos é também necessário que haja uma inspecção mais apertada, para evitar que alguém se ande a aproveitar do esforço efectuado pelos portugueses, no que à separação de resíduos diz respeito.
É também necessário, agora falando mais concretamente em Portalegre, que os responsáveis pela recolha selectiva, no caso a VALNOR, não deixem os resíduos acumular nos ecopontos, para que as pessoas não se desmotivem. Para além disso, é preciso que comecem a recolocar os pilhões que retiraram de muitos dos ecopontos. Não podemos ensinar as pessoas a fazer a separação e depois tirar-lhes “o pão da boca”.
Quanto às pessoas que fazem a separação, precisam de ter também consciência que ao separem não me estão a ajudar a mim, ao meu vizinho, à Câmara ou a outra entidade qualquer, de uma vez por todas há que haver consciência que estamos todos a contribuir para o nosso bem estar e para o aumento da auto-estima, em prol do ambiente.
Agora estamos já a pensar nas metas para 2011, que serão mais apertadas, vejamos: vidro (60%), papel e cartão (60%), metais (50%), madeira (15%), plásticos (22,5%). Posto isto terá de haver um esforço enorme, tanto dos agentes responsáveis como de todos nós, para que estas metas sejam atingidas.

Mãos à obra!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www. naturlink.pt – portal sobre ambiente

INCUMPRIMENTO À VISTA

Mais um ano se passou e conseguimos atingir um novo recorde no que à poluição diz respeito. Para não variar, Portugal atinge o primeiro lugar sempre que se trata de algo prejudicial, rotulando o país de uma imagem muito pouco colorida.
Depois da Rede Eléctrica Nacional disponibilizar os dados para 2005 assim como a Direcção Geral de Energia e Geologia, estes referentes às vendas de gasóleo e gasolina em Portugal, a Quercus efectuou os cálculos envolvendo as emissões do dióxido de carbono (principal gás de efeito de estufa) das diferentes centrais termoeléctricas e da venda de combustíveis para veículos. Chegaram à conclusão que o valor, comparado com os últimos anos, é um valor recorde em termos de poluição desta natureza.
Uma das possíveis causas para esta situação tem a ver com a incapacidade de resposta da parte dos sucessivos Governos na implementação de medidas de conservação de energia e de rápida expansão de energias renováveis.
A taxa de carbono, um dos instrumentos recentemente prometidos pelo Governo, está por implementar. Esta taxa é fundamental para gerar receitas para que o país faça uso aos mecanismos de Quioto, principalmente o mercado de emissões e o mecanismo de desenvolvimento limpo: investimentos em projectos em países em desenvolvimento, nomeadamente na área das energias renováveis, que permitirão descontarem na quota de Portugal as emissões de gases aí reduzidas.
Muitas das medidas aprovadas recentemente poderão ter um efeito relativamente marginal se não conseguirmos poupar energia. A conservação de energia é dez vezes mais rentável que o investimento em energias renováveis, no entanto não tem recebido a atenção suficiente, optando-se apenas por conceder benefícios fiscais para a instalação de energias renováveis.
A floresta, que funciona de sumidouro do dióxido de carbono, está também em risco como bem sabemos, principalmente devido aos incêndios, pelo que por esta via não conseguimos “dissolver” o dióxido de carbono existente.
A Quercus defende que é preciso prosseguir com os compromissos do Protocolo de Quioto, incentivar a população à conservação da energia, ter em atenção a eficiência energética nas construções e continuar a apostar nas energias renováveis.
Para além disso, deverá haver um poder de adaptação face às novas condições existentes no que respeita a alterações climáticas (vagas de calor, cheias, etc.), conforme os resultados apresentados no passado dia 30 de Janeiro pelo Projecto SIAM II (estudo das alterações climáticas em Portugal).
Não poderia terminar sem deixar as minhas sinceras condolências à família do colega José Tuna. Lembrem-se que há pessoas que nunca morrem, pois deixam em nós um carimbo que jamais alguém apagará.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www. quercus.pt – Associação Nacional de Conservação da Natureza