domingo, setembro 10, 2006

MANIFESTAÇÃO ANTI-NUCLEAR

Recebi esta semana um e-mail do Sr. José Janela, o qual muito agradeço, no qual me é chamada a atenção para uma manifestação que vai ser realizada em Espanha no dia 09 de Setembro.
Trata-se de uma manifestação contra a Central Nuclear de Almaraz, organizada pela Confederação Espanhola “Ecologistas en Acción”.
A Central Nuclear espanhola localiza-se na província de Cáceres, junto ao Rio Tejo; fica portanto relativamente próxima do Distrito de Portalegre.
A Quercus, da qual o Sr. José Janela faz parte, irá marcar presença na referida manif e convida todos os sócios e activistas da causa ambiental a estarem presentes. O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus assegurará alojamento gratuito a todos aqueles que se desloquem de locais mais afastados e tentará conjugar a disponibilidade de transportes com os colegas espanhóis. Se pretenderem informações mais detalhadas, deverão contactar o Núcleo Regional de Portalegre da Quercus, através do Sr. José Janela pelo e-mail: josejanela@yahoo.com.br.

A manifestação visa protestar contra a Energia Nuclear no seu geral, mas mais especificamente contra a Central de Almaraz, isto porque a Central em questão tem tido incidentes com regularidade, o último dos quais em Junho, tendo-se na altura medido nos arredores da Central, níveis de radioactividade superiores ao permitido.
Estes incidentes têm passado despercebidos do lado de cá da fronteira, isto apesar de no caso de haver um acidente grave, Portugal poder ser um dos principais afectados.

Pela proximidade que existe do nosso distrito à referida Central Nuclear, é importante que se batalhe contra este atentado ambiental, pois em caso de acidente, as consequências são irreversíveis.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado – http://www.ecologistasenaccion.org/ – página da Confederação Espanhola “Ecologistas en Acción”

segunda-feira, agosto 28, 2006

ECOVALOR DESCONHECIDO

Os portugueses encontram-se a pagar, desde Maio passado, uma taxa que a maior parte desconhece, conforme noticiou o Diário de Notícias, na edição de 23/Agosto/2006. Trata-se do ecovalor e é aplicado sempre que se compra um electrodoméstico novo, sendo uma taxa que suporta o custo do envio desse equipamento para a reciclagem.
O que acontece é que o sistema que recolhe e encaminha os resíduos para os centros de reciclagem ainda não está totalmente operacional, no entanto a referida taxa continua a ser aplicada.
A taxa é aplicada em inúmeros produtos tais como telemóveis, computadores, impressoras, aparelhos de ar condicionado, televisões, rádios, entre outros.
O custo adicional pode ser acrescentado ao preço do produto e assinalado na factura ou acrescentado sem ser de forma visível, dado que a lei não obriga à publicitação. Pode ainda ser incluído no custo do produto, sendo suportado pelo vendedor sem custos adicionais para o consumidor. Em suma, se em alguns casos o cidadão não sofre directamente o aumento, noutros está a pagar sem saber.
Para além disto, o cidadão também não sabe que também é responsável pela reciclagem desse produto quando ele se transformar em resíduo, ou seja, não sabe que o tem de entregar num local adequado (centro de recepção de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos – REEE).

O Instituto dos Resíduos garante que se trata de uma situação transitória, uma vez que aguardam apenas que as duas entidades gestoras destes resíduos informem onde vão ser os centros de recepção e avancem com as campanhas de sensibilização da população.
As entidades gestoras licenciadas pelo Ministério do Ambiente para gerir estes resíduos, a Amb3E e a ERP Portugal, consideram que a taxa deve ser aplicada mesmo sem o sistema estar completamente operacional, uma vez que há encargos de montagem do sistema, investimentos inerentes à recepção, logística, transporte e tratamento, para os quais é necessário que haja financiamento.
A Amb3E garante que em Setembro a recolha vai avançar na região de Lisboa, Porto e Litoral Oeste enquanto que a ERP Portugal, já fez este mês uma recolha de cinco toneladas junto dos grandes distribuidores.

Quanto às metas comunitárias que têm de ser atingidas são de quatro quilos de REEE por habitante e por ano, metas essas que as entidades gestoras acreditam que vão ser cumpridas.
Ficamos então a guardar pelas campanhas de sensibilização para a população, de modo a que sejam informadas que as taxas “fantasma” que andam a pagar, servem para alguma coisa.
SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado – http://www.inresiduos.pt/ – Página do Instituto dos Resíduos

segunda-feira, julho 31, 2006

REDE NATURA 2000 EM DISCUSSÃO


Realizou-se no passado dia 18 de Julho, uma reunião no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre, no qual esteve presente o Secretário de Estado do Ambiente, Sr. Dr. Humberto Rosa, reunião essa organizada pela Secção de Municípios com Áreas Protegidas da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
O encontro contou com a presença de vários autarcas e técnicos dos quatro cantos do país e foi bastante participada, tendo o debate alguns momentos acesos.
O tema que estava em cima da mesa era a Rede Natura 2000, tema esse já alvo de um artigo nesta mesma secção. Ainda assim, podemos relembrar o que é a Rede Natura 2000. Trata-se de uma rede de áreas designadas para conservar os habitats naturais e as espécies selvagens raras, ameaçadas ou vulneráveis. Esta rede representa o empenho dos países europeus na conservação dos seus recursos naturais a partir do ano 2000 sendo constituída por dois tipos de zonas: as ZEC (Zonas Especiais de Conservação - incluem habitats naturais e espécies de flora e fauna) e as ZPE (Zonas de Protecção Especial - incluem populações significativas de aves selvagens e respectivos habitats).

A Rede Natura 2000 vai aumentar as áreas protegidas do território nacional, situação que levanta alguma polémica entre os autarcas. Para além disto, a questão mais debatida foi o facto de não haver, até ao momento, financiamento que sirva de “incentivo” à aceitação por parte dos municípios destas novas regras.

Respondendo em nome do Governo, o Sr. Secretário de Estado, lá se foi defendendo, revelando que as questões financeiras não são o seu forte.
Todos queriam saber quanto iriam receber, ou se iriam receber algo. No entanto, os municípios foram informados que existem directrizes que não estão directamente relacionadas como o Governo, sendo linhas estratégicas definidas pela União Europeia.
A questão que se coloca é que há municípios que estão cobertos, quase a 100%, por área protegida. Estes municípios colocam várias questões, com toda a lógica, nomeadamente qual será o futuro, em termos de evolução para uma região assim classificada.
O Dr. Humberto Rosa refere que deveria ser um orgulho para qualquer município ter tanta área protegida, mas se pensarmos nos entraves que esse mesmo município terá cada vez que tentar fazer algo, como por exemplo uma qualquer construção, facilmente se percebe que as dificuldades serão muitas.

Já o tinha dito, no artigo em que abordei este tema, mas volto a repetir, é bom que se crie um balanço entre ambas as partes, para que ninguém saia prejudicado com isto.
Sou a favor do ambiente, mas também sou a favor do desenvolvimento. É necessário é que seja um desenvolvimento sustentável, evitando caminhar para posições extremistas, que a nada nos levam.
Aguardemos os próximos capítulos…
SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado - http://www.anmp.pt/anmp/secmun/index.html - Associação Nacional de Municípios

segunda-feira, julho 17, 2006

RESÍDUOS VOLUMOSOS

É com algum desagrado, que mais uma vez venho apelar à compreensão dos portalegrenses relativamente à deposição indevida de resíduos na via pública.
Quando, por exemplo, se procede à instalação de alguns contentores enterrados na nossa cidade, o objectivo principal é que terminem as montanhas de lixo que se iam amontoando à medida que cada um se lembrava de aí colocar o que bem lhe apetecesse. Com isso, conseguimos evitar a má imagem da nossa cidade, não só para os que nos visitam, mas acima de tudo para aqueles que aqui habitam.
No entanto, e apesar dos apelos feitos por variadíssimas pessoas (incluindo eu!), alguns continuam a agir como se nada fosse e como se vivêssemos ainda nos tempos que já lá vão.

Quando alguém tiver um ou mais resíduos volumosos (também conhecidos por monos ou monstros) para deitar fora, poderá agir de várias maneiras:
- Ligar para o Gabinete do Munícipe da Câmara Municipal de Portalegre, através do número grátis 800 200 150, solicitando essa remoção. Esta opção serve apenas para os moradores da cidade de Portalegre; quanto aos outros munícipes, existem nas freguesias rurais algumas cubas onde poderão depositar esses mesmos resíduos;
- Dirigir-se ao Ecocentro de Portalegre, inaugurado no passado dia 5 de Outubro, que se localiza na Zona Industrial de Portalegre.
As pessoas que se localizam noutros concelhos, deverão solicitar informação nas Câmaras Municipais respectivas.

Por vezes, há quem se queixe, e com alguma razão que ainda não há solução para um determinado tipo de resíduo e por essa razão não podem encaminhá-lo correctamente, mas por vezes isto é apenas uma desculpa, porque sempre que podem, lá vão eles deixar o seu sofá, o seu colchão, o seu frigorifico velho e outros mais, ao contentor mais próximo.
Felizmente para nós, há já muita gente que se preocupa com o encaminhamento correcto dos resíduos e ainda bem para nós, caso contrário estaríamos bem tramados!
Aqui fica, mais uma vez, o meu apelo para que se mudem os hábitos e para que caminhemos todos para a melhoria contínua, pois uma cidade nova com uma mentalidade velha não combinam, não acham?


SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

segunda-feira, junho 26, 2006

TÁXIS A GÁS

A discussão está lançada e prevê-se que em breve teremos os táxis movidos a gás natural.
A notícia, veiculada esta semana, não agradou a todos, como não poderia deixar de ser, principalmente pelo facto de haver necessidade de proceder a alterações nos veículos que requerem um investimento de cerca de 1500 euros.
Ainda assim, o gás natural, que virá em substituição do gasóleo, poderá permitir a redução de custos dos taxistas em cerca de 50%.
Esta alteração está prevista no Plano Nacional de Alterações Climáticas (PNAC) e visa reduzir a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera (gás extremamente poluente).

Uma das questões que está a levantar alguma polémica prende-se com os locais de abastecimento. A ANTRAL - Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros tem um plano, preparado há três anos, para pôr em marcha a reconversão que "nunca mereceu grande interesse das entidades que o podiam apoiar", disse Florêncio Almeida, o presidente daquela estrutura associativa. Segundo ele, o que os taxistas pediam não era muito. "Não queríamos sequer apoios para a reconversão das viaturas, apenas pedíamos terrenos às autarquias para instalar postos de abastecimento de gás natural, que a Fundação ANTRAL exploraria". E garante: "Esses postos seriam explorados por nós, mas o eventual lucro reverteria a favor da assistência social na velhice e na doença aos taxistas e suas famílias." Para Florêncio Almeida, a implementação desta medida exige uma garantia de fornecimento daquele combustível aos taxistas. Mas, até ao momento, não existe em Portugal nenhum posto de abastecimento público de gás natural comprimido.
Na opinião da ANTRAL, a reconversão dos veículos não faz sentido, uma vez que se poderia aproveitar para que, à medida que fossem substituídos os carros mais antigos da praça, os novos viessem já preparados para o gás natural.
Para isto, será também importante o aparecimento de benefícios fiscais para a aquisição destas viaturas, de modo a incentivar os taxistas a adquiri-las.

Para além dos táxis, é bom que a medida seja adoptada para todos os transportes públicos, conseguindo assim uma redução superior de dióxido de carbono e ainda, possibilitando a redução dos preços praticados pelas transportadoras.

Na Área Metropolitana de Lisboa, vão desde já dar um enorme passo nesta matéria, uma vez que quase toda a sua frota de carros de recolha de resíduos vai começar a utilizar gás natural, conforme noticiou o Diário de Noticias no passado dia 20 de Junho.
Uma boa prática, sem dúvida, o que é sempre de louvar.


SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

segunda-feira, junho 12, 2006

SEMANA EM CHEIO

Caros leitores, como certamente se aperceberam através dos meios de comunicação social, comemorou-se na passada 2.ª Feira, dia 5 de Junho, o Dia Mundial do Ambiente.
Ao contrário de anos anteriores, este ano não se realizou a iniciativa “Serra Limpa, Serra Protegida”, não só pelo facto do dia 5 de Junho coincidir com um dia de semana, mas também pela decrescente participação, ano após ano, das gentes da nossa terra (o eterno problema!). Ainda assim, há a assinalar uma série de inaugurações que decorreram nesse mesmo dia. Consciente de que essas inaugurações serão alvo de uma análise mais pormenorizada por quem de direito (entenda-se jornalistas), pretendia destacar dois acontecimentos: a inauguração do Ecocentro de Portalegre e a entrada em funcionamento dos contentores enterrados.

Comecemos então pelo Ecocentro, que está localizado na Zona Industrial, mesmo em frente ao Centro de Formação Profissional. Neste espaço, o munícipe poderá depositar diversos tipos de resíduos tais como papel, cartão, plástico, vidro, velhos electrodomésticos, madeiras não tratadas, restos de jardinagem e óleos alimentares. Refira-se que a deposição de resíduos é gratuita, podendo ser feita de 2.ª a 6.ª Feira, dos 09h-12h e das 14h-18h, enquanto que nos sábados o horário é das 08h-13h. Como vê, tem mais uma razão para não depositar os resíduos volumosos junto aos contentores!

O outro assunto sobre o qual queria falar, é relativo aos contentores enterrados, sobre os quais já escrevi um artigo nesta secção.
Para já, os contentores existentes localizam-se no Bairro dos Assentos, na Urbanização do Planalto, no Largo dos Combatentes, no Largo Dr. Frederico Laranjo, na R. Guilherme Gomes Fernandes (frente à Câmara Municipal de Portalegre), no início da Rua Torre do Pessegueiro (frente ao Restaurante Poeiras) e na Urbanização Bela Vista (perto dos Bombeiros Voluntários).
Nestes locais, assim que os contentores entraram em funcionamento, os contentores verdes que antes existiam foram retirados. O que acontece é que há pessoas que devem pensar que alguém roubou os contentores ou então que os contentores foram a arranjar, uma vez que continuam a depositar os resíduos nos locais onde se encontravam anteriormente!
Sei que há ainda algumas dúvidas sobre que tipos de resíduos podem aí ser colocados, no entanto todos os contentores dão essa informação. Ainda assim, e como há pessoas que não sabem ler, poderão identificar através das cores: castanho (lixo comum), verde (vidro), amarelo (plástico), azul (papel e cartão).
Pior ainda são aquelas pessoas que sabem ler, que não são daltónicas, mas que ainda assim continuam a agir de modo a prejudicar o ambiente; quanto a essas…

Termino com mais uma novidade. Criei há pouco tempo uma página na Internet, na qual coloquei todos os artigos que escrevi até ao momento e que será actualizada sempre que sair um novo artigo. Fi-lo a pensar em vós, que acompanham a Fonte Verde e que por vezes me solicitavam via mail, artigos já publicados. Se tiverem oportunidade visitem-na, poderão aí comentar os artigos, deixar uma opinião ou fazer uma pergunta. O endereço é http://fonteverde.blogspot.com

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

sábado, maio 27, 2006

ENERGIA NUCLEAR

A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza, publicou no passado dia 22 de Maio um comunicado no qual referem que a realização de um referendo sobre a introdução da energia nuclear em Portugal, não deverá ser para já uma prioridade.
Segundo a organização não governamental, apenas fará sentido a realização desse mesmo referendo quando estiver definido o local de instalação da central e acima de tudo, quando a energia nuclear for considerada uma opção estratégica para Portugal.
A Quercus apresenta várias razões para esta energia não ser considerada como opção estratégica para o nosso país. “Contrariamente ao que vem sendo apregoado pelos apologistas da central nuclear, esta forma de energia não conseguiu ainda ser economicamente viável, a não ser quando lhe são oferecidas condições muitos especiais quer ao nível de apoios ao financiamento, quer ao nível da passagem de responsabilidades para o Estado”. É pois difícil de acreditar que um projecto como este consiga vingar sem o apoio do Estado.
Este tipo de energia não permite diminuir a dependência do petróleo, o que é um grande problema do nosso país.
Não se trata de uma energia limpa, uma vez que liberta bastante dióxido de carbono ao longo do seu ciclo de vida e produz imensos resíduos perigosos, cujo seu tratamento não é possível.
O risco de ocorrência de acidentes não pode ser excluído, por muito que se afirme que é uma tecnologia segura. Se assim fosse, não haveria necessidade de estar estabelecido internacionalmente o limite de responsabilidade financeira de uma central em caso de acidente. O fundo estabelecido internacionalmente implica que, em caso de ocorrência de um acidente em Portugal onde 10% da população fosse afectada, cada um desses cidadãos receberia 1500€ de indemnização, sendo que desse valor, a central pagaria 47%, o Estado 33% e a comunidade internacional 20%.
A localização deste tipo de infra-estrutura é outro dos entraves com que a energia nuclear se depara, uma vez que é necessária muita água para a sua laboração e com os problemas de seca que temos, não será fácil arranjar um local com água em abundância.
Para além deste factor, existe ainda a opinião pública, que nestas coisas é sempre muito severa! Existe o chamado efeito Nimby, no qual as pessoas referem que podem fazer o que quiserem, desde que não seja às suas portas e neste caso, ninguém vai querer ter uma casa com vista para a central nuclear…
Em suma, a Quercus considera que este não é o debate mais urgente, importa sim implementar efectivamente a eficiência energética, poupando dinheiro ao país, assim como melhorar o desempenho das energias renováveis e aumentar a sua contribuição nacional, estimulando ao mesmo tempo o emprego descentralizado e promovendo o desenvolvimento local.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://quercus.sensocomum.pt/ - página da Quercus

INICIATIVA ECO-CORAÇÃO

Realizou-se no passado Domingo, dia 7 de Maio, mais uma edição das Festas do Sr. dos Aflitos. A romaria de anos anteriores repetiu-se, levando imensas pessoas a percorrer todo o trajecto a pé. Em simultâneo com a realização da festa religiosa, a Câmara Municipal de Portalegre levou a cabo uma iniciativa, na qual tive a oportunidade de estar envolvido, denominada “Eco-Coração”, realizada com o objectivo de sensibilizar as pessoas para a importância de andar a pé, não só para a saúde mas também para o ambiente.
Tendo como lema “…de coração no ambiente…”, a iniciativa consistiu em distribuir t-shirt`s, cujo logótipo foi desnhado pela Gabinete de Comunicação da CMP, e panfletos às pessoas que se deslocavam a pé, alertando-as para o facto de, para além do exercício físico ser também muito importante mantermos uma alimentação saudável.
Foram distribuídas 250 t-shirt`s, com o patrocínio da Delta Cafés e cerca de 400 panfletos, gentilmente cedidos pela Fundação Portuguesa de Cardiologia.
As t-shirt`s foram obviamente escassas para tanta procura, tendo a distribuição durado não mais que dez minutos. Sabemos que muitos foram os que ficaram tristes por não terem levado uma para casa, no entanto era impossível dar uma t-shirt a cada pessoa.
Esta iniciativa contou ainda com a magnífica colaboração do Agrupamento n.º 142 dos Escuteiros, que efectuaram a limpeza do percurso que vai desde o cruzamento da estrada do Crato até à Capela, apanhando imenso lixo que as pessoas continuam a deitar nas bermas da estrada. Durante o percurso estavam duas faixas que alertavam para a protecção do ambiente e estavam distribuidos baldes para a deposição do lixo e caixas amarelas da Valnor para deposição de plásticos e metais, para reciclagem. Ainda assim, há quem continue a preferir o depósito nas bermas.
Para além disto, solicitámos o apoio da Escola Superior de Saúde para que nesse dia estivessem no local da festa a medir a tensão arterial e avaliar os níveis de colesterol das pessoas, no entanto pelo facto de na véspera se ter realizado a Queima das Fitas, levando a que muitos alunos se tivessem ausentado com as suas famílias, esse pedido não pôde ser atendido.
Tendo a perfeita consciência que não conseguimos chegar aos milhares de pessoas que aí se deslocaram, por vários motivos, consideramos que a iniciativa correu bastante bem, tendo os objectivos sido atingidos.
Reforço mais uma vez o apoio prestado pela Delta Cafés, Fundação Portuguesa de Cardiologia e Agrupamento n.º 142 dos Escuteiros, sem os quais a realização desta iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Portalegre, não teria sido possível.
Não podia terminar sem vos pedir que apareçam este fim-de-semana nas Festas de Nossa Sr.ª da Penha, onde este ano sou festeiro pela primeira vez. Poderão provar as belas sardinhas e conviver um pouco, contribuindo assim para que a tradição não morra.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://cardiologia.browser.pt/ – Página da Fundação Portuguesa de Cardiologia

O AMBIENTE NAS COMPRAS

A edição n.º 268 da revista Proteste (Abril), vem alertar os consumidores para o facto de não esquecerem o ambiente enquanto efectuam as suas compras, razão pela qual esta semana resolvi debruçar-me sobre esse assunto.
Ao contrário do que acontecia há uns anos atrás, as grandes superfícies comerciais vieram substituir o comércio tradicional, o que só veio trazer, na maior parte dos casos, fortes impactes ambientais.
Nestes espaços comerciais, existe um grande consumo de recursos, tais como água e energia. Existe ainda uma enorme produção de resíduos, nomeadamente de embalagens. Por este facto, os hipermercados deverão optar por uma correcta gestão ambiental, seleccionando produtos com menor impacto e sensibilizando os consumidores para que escolham esses mesmos produtos.
Centremo-nos agora em exemplos concretos.
A deposição de pilhas usadas é já uma preocupação da maior parte dos hipermercados, no entanto deveria dar-se mais informação aos consumidores sobre quais os benefícios para o ambiente da deposição dessas mesmas pilhas. A par das pilhas, existem também alguns locais que recebem os tinteiros e tonners das impressoras.
Quanto às arcas congeladoras, a maior parte delas são abertas, o que provoca um gasto enorme de energia, razão pela qual estas deverão ser substituídas por arcas fechadas, evitando assim o desperdício de energia.
Devem incentivar os consumidores a optarem por escolher lâmpadas economizadoras, uma vez que estas reduzem o consumo energético. As pessoas normalmente não optam por estas lâmpadas por serem mais caras, no entanto há estudos feitos que revelam que aquilo que poupamos em energia é superior aos gastos efectuados na sua aquisição. Podemos optar por estas lâmpadas apenas nos locais onde estamos com mais frequência, como por exemplo a sala de estar.
Devemos optar por produtos locais frescos e/ou da estação, ajudamos assim a diminuir a emissão de gases com efeito de estufa, uma vez que o uso de transportes é menor e nem sempre é preciso refrigerá-los. Para quem se preocupa com estas questões, pode optar por produtos de agricultura biológica, que reduzem o impacte negativo sobre o solo, a água e o ar, pois não utilizam pesticidas.
Os hipermercados deverão disponibilizar aos consumidores informações das quantidades de produtos que enviam para reciclagem, incentivando assim também esses mesmos consumidores à separação dos resíduos.
Em suma, os super e hipermercados podem influenciar consumidores, fabricantes e importadores para uma melhor gestão ambiental. Podem obrigar os fabricantes a produzir de forma mais ecológica e incentivar os consumidores a optar por esses produtos. Devem propor sistemas de redução do lixo, como sacos reutilizáveis.
Dado que normalmente as cadeias de distribuição vendem as suas próprias marcas, podem seleccionar convenientemente os produtos que desejam associar à sua marca. Estas cadeias possuem as suas próprias revistas de divulgação de informação e folhetos promocionais, o que lhes permite utilizá-las para a difusão da mensagem ambiental.
Se tirarem uma pequena fatia dos enormes lucros que todos os anos atingem e a utilizarem na melhoria do sistema de gestão ambiental, não é só ambiente que fica a ganhar, somos todos nós.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.deco.proteste.pt/ – portal do consumidor

PONTE DE SÔR A ENERGIA SOLAR

Caros leitores, é com muita alegria que vos comunico uma boa noticia para o ambiente da nossa região. Desta feita falo-vos em concreto de Ponte de Sôr.
Com o objectivo de tentar minimizar os custos de gás, a autarquia de Ponte de Sôr lançou um concurso para a aquisição de painéis solares a instalar no complexo desportivo
Em declarações ao portal AmbienteOnline (http://www.ambienteonline.pt/), Sandra Catarino, técnica da autarquia, explicou que o aquecimento das piscinas é um dos principais responsáveis pelo consumo daquele recurso.Através do uso às energias renováveis, «pretendemos alcançar uma poupança de aproximadamente 90 por cento», sublinhou. Para além da piscina, os painéis serão também instalados no estádio municipal, campo multiusos e pavilhão desportivo.Esta tem sido uma das apostas do Executivo municipal, liderado por João Taveira Pinto, que pretende instalar aqueles instrumentos nas escolas do 1º ciclo. «Estão a decorrer concursos para remodelação desses estabelecimentos de ensino, cujas empreitadas contemplam a instalação de painéis solares. O mesmo acontece com os novos centros comunitários», acrescentou.A base de licitação é de cerca de 335 mil euros e o concurso destinado à montagem e fornecimento de painéis solares para a zona desportiva terá a duração de 70 dias, contado a partir da data de adjudicação. Segundo Sandra Catarino, a intenção da câmara municipal é a de que os painéis já possam estar a funcionar no final do próximo semestre.O financiamento será assegurado por verbas inscritas no orçamento do município e o contrato enquadra-se no Programa Operacional da Energia.
Já aqui vos falei, em artigos anteriores, da importância em apostar nas energias renováveis, diminuindo assim a dependência do petróleo, pelo que considero esta opção, por parte da autarquia de Ponte Sôr, uma mais valia para toda a população em geral assim como, inevitavelmente, para o ambiente.
Boas práticas são sempre de louvar, pelo que expresso aqui os meus parabéns pela iniciativa.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

CONTENTORES ENTERRADOS

Se por acaso já passou no Bairro dos Assentos e não anda muito distraído, certamente já se apercebeu de qualquer coisa de diferente por aquelas bandas!
É verdade, os contentores enterrados chegaram aos Assentos.
Pelo facto de eu ter acompanhado a sua colocação e de muita gente me ter questionado sobre o porquê de tantos e tão grandes buracos, esta semana resolvi escrever um pouco sobre a nova coqueluche do mobiliário urbano da nossa cidade.
Os contentores enterrados, há muito vistos em outras cidades, estão finalmente a chegar à nossa cidade. Estes contentores têm uma capacidade de 3m3, equivalem portanto a três contentores verdes dos maiores.
Ao contrário do que muita gente pensa, a sua recolha não é efectuada por aspiração, sendo feita com o carro normal da recolha de resíduos. O carro possui uma grua que eleva o contentor, encaixando-o na traseira do carro, sendo o método de despejo semelhante ao convencional.
Estes contentores têm bastantes vantagens, quando comparados com os contentores de superfície. Para além da sua capacidade ser superior, como já referi, também em termos estéticos são bastante mais atractivos, uma vez que à superfície existe apenas um marco em inox com cerca de um metro de altura, para as pessoas depositarem os resíduos. Assim eliminamos o forte impacto visual, tão característico dos contentores de superfície, assim como minimizamos os cheiros desagradáveis.
No Bairro dos Assentos estão a ser instalados 18 contentores, permitindo assim substituir 54 contentores de superfície, ou seja, quase todos os contentores existentes nos Assentos.
A colocação destes contentores implica a verificação prévia das infra-estruturas existentes no subsolo, uma vez que é necessário abrir um buraco com cerca de dois metros de profundidade. A tarefa não é nada fácil, uma vez que o subsolo está “minado” de cabos e tubagens. Isto leva a que nem sempre consigamos colocar os contentores onde tínhamos inicialmente previsto.
Daqui para o futuro, o objectivo será substituir todos os contentores de superfície pelos contentores enterrados. No entanto, pelo facto de serem ainda bastante caros, esse objectivo será cumprido a longo prazo, isto claro, se entretanto não surgirem outros mais modernos.
Refira-se que estes contentores colocados nos Assentos são apenas para colocar os resíduos sólidos urbanos indiferenciados, vulgo lixo. Quanto aos ecopontos enterrados, ficamos à espera que a VALNOR decida iniciar a sua colocação, é que agora os enormes ecopontos, ficam a destoar dos novos contentores enterrados, não acham?!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

ECO-CIDADANIA

Com o objectivo de comemorar o dia Mundial da Árvore e das Florestas (21 de Março) e o Dia Mundial da Água (22 de Março), a Câmara Municipal de Portalegre vai levar a cabo uma semana de actividades, entre 20 e 24 de Março, denominada Eco-Cidadania – Educação ambiental para a participação.
Trata-se de uma Ecoteca móvel que irá percorrer as escolas do nosso concelho, interagindo com os alunos.
Essencialmente destinada às crianças das escolas do 1.º ciclo, a iniciativa visa o desenvolvimento da consciência cívica dos jovens como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos e intervenientes, proporcionando uma participação activa na Comunidade.
Pretendem-se desenvolver acções de participação/aprendizagem ambiental baseadas na realização de eco-actividades, centradas nas temáticas da Água, Resíduos, Solo e Conservação da Natureza.
As actividades a desenvolver, contam com o apoio de um recurso itinerante, uma carrinha transformada em Ecoteca, que está equipada com meios informáticos (computadores, ligação à Internet), equipamentos audiovisuais (ecrã plasma), que permitem a realização de jogos interactivos e visualização de vídeos temáticos.
No final da sessão, as crianças recebem um certificado de Criança Eco-cidadã e ficam registadas no Clube Eco-vivo, que regularmente disponibilizará informações sobre eventos e eco-notícias.
Durante os cinco dias, as actividades irão chegar até 407 crianças, oriundas de 16 escolas diferentes, tentando assim sensibilizá-las, para que elas possam encaminhar esses ensinamentos aos seus pais, uma vez que nestas matérias são as crianças que dão enormes lições aos pais!
Refira-se que depois de muitos anos a comemorar o Dia Mundial da Árvore com a plantação de novas árvores, penso que se trata de uma boa ideia fazer algo de diferente e as crianças vão agradecer certamente. Não tenho nada contra as árvores, antes pelo contrário, só acho que às vezes é preciso mudar…

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.cceseb.ipbeja.pt/eco

MONÓXIDO DE CARBONO

Existe um novo produto no mercado, disponibilizado pela Galp Energia. Trata-se de um produto inovador e que, acima de tudo, poderá salvar a vida das pessoas. Só é pena o produto ter um nome estrangeiro, Safeair, o que traduzido significa ar seguro.
Mas o que é afinal o Safeair? Trata-se de um aparelho doméstico que detecta a presença de monóxido de carbono na atmosfera, emitindo um sinal sonoro sempre que a presença deste gás tóxico atinja níveis perigosos, informando assim da necessidade de arejar o local e de se tomarem as medidas necessárias de prevenção e segurança.
O monóxido de carbono (CO) é formado pela combinação de um átomo de carbono e de um átomo de oxigénio. É um gás inflamável, inodoro e muito perigoso devido à sua toxicidade. A vida não é mantida em atmosfera de CO e este é produzido, entre outros métodos, por uma combustão incompleta provocada por falta de oxigénio. Por consequência, existe um risco de provocar acidentes domésticos se os sistemas de aquecimento (lareiras, aquecedores, caldeiras ou esquentadores) não forem correctamente utilizados.
O monóxido de carbono combina-se com a hemoglobina do sangue de forma irreversível diminuindo a capacidade de transporte do O2 dos pulmões até aos tecidos, causando dificuldades respiratórias e asfixia. Possui uma afinidade para se combinar com a hemoglobina 210 vezes superior à do oxigénio. A transformação de 50% da hemoglobina em carboxihemoglobina pode conduzir à morte; diminui a percepção visual, a capacidade de trabalho ea destreza manual.
O Safeair é produzido de acordo com as normas europeias e destaca-se pela facilidade de instalação e utilização, e funciona permanentemente durante cinco anos sem necessidade de substituição de baterias.
Quanto ao preço do equipamento, ronda os 34 euros, mas tendo em conta que pode poupar vidas humanas, não se pode considerar que seja caro.
O lançamento deste produto ocorre pouco tempo depois do início da campanha de informação que a Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE) lançou com o lema “O monóxido de carbono não se vê, não se cheira, não se ouve, mas mata”, que visa alertar a população para aquele perigo.
Com este produto continuamos a não ver e a não cheirar o monóxido de carbono, no entanto já temos algo que nos pode avisar do perigo.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www.galpenergia.pt– Página da Galp

METAS DA RECICLAGEM

Mais um ano se passou e é hora de balanços. Segundo os resultados recentemente divulgados, ainda provisórios, Portugal vai cumprir as metas de 2005 relativamente à reciclagem de embalagens, com excepção do plástico. Os dados foram apresentados pelo Secretário de Estado do Ambiente, no passado dia 3 de Fevereiro.
A Directiva Europeia de 1994 definiu como meta de reciclagem de embalagens os 15 % para cada material. Na maior parte das fileiras, esta meta foi largamente ultrapassada. Vejamos o caso do papel e cartão (60% reciclado), metal (57%), vidro (41%). Quanto às embalagens de plástico, não fomos além dos 11%, razão pela qual a meta não foi atingida.
Existem algumas explicações possíveis para o facto de esta meta não ter sido atingida. A principal razão, que está já a ser sujeita a uma investigação pelo Instituto dos Resíduos e a Inspecção-Geral do Ambiente, é a exportação de plástico sem haver qualquer controle. Refira-se que até ao momento foi já detectada a exportação de mais de 2000 toneladas de plástico!
O facto de ter havido incumprimento nesta fileira, não significa que vamos sofrer penalizações. O que vai acontecer é que existirão incentivos para melhoria da eficácia e recuperação do atraso da reciclagem dos plásticos.
Na minha opinião, para além destes incentivos é também necessário que haja uma inspecção mais apertada, para evitar que alguém se ande a aproveitar do esforço efectuado pelos portugueses, no que à separação de resíduos diz respeito.
É também necessário, agora falando mais concretamente em Portalegre, que os responsáveis pela recolha selectiva, no caso a VALNOR, não deixem os resíduos acumular nos ecopontos, para que as pessoas não se desmotivem. Para além disso, é preciso que comecem a recolocar os pilhões que retiraram de muitos dos ecopontos. Não podemos ensinar as pessoas a fazer a separação e depois tirar-lhes “o pão da boca”.
Quanto às pessoas que fazem a separação, precisam de ter também consciência que ao separem não me estão a ajudar a mim, ao meu vizinho, à Câmara ou a outra entidade qualquer, de uma vez por todas há que haver consciência que estamos todos a contribuir para o nosso bem estar e para o aumento da auto-estima, em prol do ambiente.
Agora estamos já a pensar nas metas para 2011, que serão mais apertadas, vejamos: vidro (60%), papel e cartão (60%), metais (50%), madeira (15%), plásticos (22,5%). Posto isto terá de haver um esforço enorme, tanto dos agentes responsáveis como de todos nós, para que estas metas sejam atingidas.

Mãos à obra!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www. naturlink.pt – portal sobre ambiente

INCUMPRIMENTO À VISTA

Mais um ano se passou e conseguimos atingir um novo recorde no que à poluição diz respeito. Para não variar, Portugal atinge o primeiro lugar sempre que se trata de algo prejudicial, rotulando o país de uma imagem muito pouco colorida.
Depois da Rede Eléctrica Nacional disponibilizar os dados para 2005 assim como a Direcção Geral de Energia e Geologia, estes referentes às vendas de gasóleo e gasolina em Portugal, a Quercus efectuou os cálculos envolvendo as emissões do dióxido de carbono (principal gás de efeito de estufa) das diferentes centrais termoeléctricas e da venda de combustíveis para veículos. Chegaram à conclusão que o valor, comparado com os últimos anos, é um valor recorde em termos de poluição desta natureza.
Uma das possíveis causas para esta situação tem a ver com a incapacidade de resposta da parte dos sucessivos Governos na implementação de medidas de conservação de energia e de rápida expansão de energias renováveis.
A taxa de carbono, um dos instrumentos recentemente prometidos pelo Governo, está por implementar. Esta taxa é fundamental para gerar receitas para que o país faça uso aos mecanismos de Quioto, principalmente o mercado de emissões e o mecanismo de desenvolvimento limpo: investimentos em projectos em países em desenvolvimento, nomeadamente na área das energias renováveis, que permitirão descontarem na quota de Portugal as emissões de gases aí reduzidas.
Muitas das medidas aprovadas recentemente poderão ter um efeito relativamente marginal se não conseguirmos poupar energia. A conservação de energia é dez vezes mais rentável que o investimento em energias renováveis, no entanto não tem recebido a atenção suficiente, optando-se apenas por conceder benefícios fiscais para a instalação de energias renováveis.
A floresta, que funciona de sumidouro do dióxido de carbono, está também em risco como bem sabemos, principalmente devido aos incêndios, pelo que por esta via não conseguimos “dissolver” o dióxido de carbono existente.
A Quercus defende que é preciso prosseguir com os compromissos do Protocolo de Quioto, incentivar a população à conservação da energia, ter em atenção a eficiência energética nas construções e continuar a apostar nas energias renováveis.
Para além disso, deverá haver um poder de adaptação face às novas condições existentes no que respeita a alterações climáticas (vagas de calor, cheias, etc.), conforme os resultados apresentados no passado dia 30 de Janeiro pelo Projecto SIAM II (estudo das alterações climáticas em Portugal).
Não poderia terminar sem deixar as minhas sinceras condolências à família do colega José Tuna. Lembrem-se que há pessoas que nunca morrem, pois deixam em nós um carimbo que jamais alguém apagará.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: www. quercus.pt – Associação Nacional de Conservação da Natureza

ECO-ESCOLAS

Foi na passada semana, mais concretamente nos dias 11, 12 e 13 de Janeiro, que se realizou em Santarém o Seminário Eco-Escolas 2005/2006, no qual tive a oportunidade de estar presente. Com cerca de 400 participantes, oriundos de todo o país, o seminário revelou-se bastante interessante e bem organizado.
O Programa Eco-Escolas é destinado preferencialmente às escolas do Ensino Básico e pretende encorajar acções, reconhecer e premiar o trabalho desenvolvido pela escola na melhoria do seu desempenho ambiental, gestão do espaço escolar e sensibilização da comunidade. Pretende estimular o hábito de participação e a adopção de comportamentos sustentáveis no quotidiano, ao nível pessoal, familiar e comunitário.
Esta iniciativa surgiu em Portugal no ano lectivo 1996/97 através da Associação Bandeira Azul/Fundação para a Educação Ambiental. Desde a sua implementação, o Eco-Escolas tem crescido de forma sustentada procurando aliar o aumento do número de escolas à qualidade do Programa, o qual é monitorizado em Portugal por uma Comissão Nacional constituída por várias entidades: Ministério da Educação, Instituto do Ambiente, Instituto dos Resíduos, Instituto da Água, Instituto do Conservação da Natureza, Agência para a Energia, Direcção Regional do Ambiente dos Açores e Direcção Regional do Ambiente da Madeira.
Os 7 passos do Programa (1-Conselho Eco-Escola; 2 – Auditoria Ambiental; 3 – Plano de Acção; 4 – Monitorização e Avaliação; 5 – Trabalho Curricular; 6 – Envolvimento da Comunidade; 7 – Eco-Código) permitem a criação da que pode ser designada como Agenda 21 Escolar, um dos alicerces da Agenda 21. Desenvolve por outro lado nas crianças e jovens a capacidade de agir e intervir no sentido de melhorar o ambiente envolvente, em suma uma verdadeira educação para a cidadania.
Vários são os temas tais como transportes (tema deste ano), resíduos, água, energia, ruído, espaços exteriores, biodiversidade, agricultura biológica, entre outros, que podem ser aproveitados para que uma escola se possa candidatar à Bandeira Verde, que reconhece a existência na escola de um projecto de educação ambiental de qualidade e participado.
No presente ano lectivo 2005/06 o Programa conta já com as inscrições de 516 escolas em 145 municípios de todo o país. Temos pela primeira vez escolas do nosso concelho inscritas neste Programa como é o caso da Escola de Caia e a Escola de Alegrete, as quais felicito. Pergunto eu do que é que as outras escolas estão à espera para se inscreverem? Tenho conhecimento de alguns projectos com imensa qualidade que as escolas do nosso concelho têm desenvolvido, nomeadamente na área ambiental, no entanto parece que continuam a querer guardar esse trabalhos só para a sua escola, vivendo todos de costas voltadas uns para os outros. Este não é certamente o caminho…

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.abae.pt/ – Associação Bandeira Azul da Europa

PORTALEGRE 21

Caros leitores, estamos no início de mais um ano, pelo que aproveito a oportunidade para vos desejar um óptimo ano de 2006.
Neste novo ano, resolvi abrir a “Fonte Verde” com um artigo sobre a Agenda 21 de Portalegre, denominada Portalegre 21.
Mas o que é afinal a Agenda 21? O conceito surgiu no Rio de Janeiro em 1992, na conhecida Cimeira do Rio, tendo sido reforçado no ano 2002 em Joanesburgo, na Cimeira da Terra.
A Agenda 21 é um instrumento que visa promover o desenvolvimento sustentável, ou seja, um desenvolvimento social e económico que não descure o ambiente. Trata-se de um processo em que a autarquia local trabalha em parceria com todos os sectores da sociedade, com o objectivo de elaborar um plano de acção e implementá-lo com vista ao desenvolvimento sustentável local.
A Câmara Municipal de Portalegre iniciou este processo em 2004, em parceria com uma empresa especializada de Évora, a TTERRA – Auditoria, Projecto e Técnicas Ambientais, Lda. (http://www.tterra.pt/).
Apesar do conceito Agenda 21 ter surgido em 1992, passados 16 anos, continua a ser desconhecido para a maioria dos portugueses. Na minha opinião este facto pode ter duas explicações: por um lado, não existe para este tipo de projectos apoio financeiro por parte do Estado para as autarquias locais; por outro lado, sendo a Agenda 21 um processo de longo prazo e os mandatos dos presidentes de Câmara de apenas quatro anos, este tipo de projectos acaba por ser relegado para segundo plano.
Felizmente em Portalegre, foi feita uma aposta forte por parte da Câmara, aposta essa que só resultará se houver a participação de todos.
Até ao momento foram desenvolvidas diversas actividades, entre as quais: concurso interno para logotipo da Agenda 21 (imagem que acompanha o texto), apresentação interna para os funcionários camarários, reunião com os presidentes das Juntas de Freguesia e entrevista pessoal a cada um deles, entrevistas a vários agentes locais previamente seleccionados (Parque Natural, Centro Regional Segurança Social, Centro de Área Educativa, CerciPortalegre, Centro de Formação Profissional, Instituto Português da Juventude, Associação Tégua, Nerpor, C.P.T. Assentos, C.P.T. S. Cristóvão, Bombeiros Voluntários, Associação Comercial, Natur-al Carnes, Johnson Controls, Robinson e Região de Turismo) e questionários à população distribuídos através dos alunos do 1.º ciclo.
Todas estas actividades ajudaram a construir o Diagnóstico para a Sustentabilidade de Portalegre, que se encontra no portal da Câmara para consulta e comentários. Refira-se que este documento é apenas provisório.
Neste momento é necessário dar um novo passo. Vai ser feita a apresentação pública da Agenda Portalegre 21 no dia 16 de Janeiro, pelas 17h30m, no Museu da Tapeçaria Guy Fino, para a qual se convidam todos os interessados a estar presentes.
Porque não estamos isolados do mundo, é essencial que no âmbito da Portalegre 21 pensemos em termos globais, para que possamos actuar a nível local.
Existe imensa massa crítica em Portalegre que, infelizmente, prefere ficar a debater os assuntos na mesa do café. É necessário que a nossa cidade, o nosso concelho e o nosso distrito acordem do sono quase profundo em que se encontram.
Para evoluirmos, não são só as obras que fazem falta, é preciso que as pessoas mudem a sua mentalidade e sintam que fazem parte de uma sociedade que precisa da sua opinião. Não importa se estamos contra ou a favor daquilo que tem sido feito nos últimos tempos, importa sim criticar e fundamentar a critica, importa sim participar!
Ano novo, vida nova. Espero por si no dia 16 de Janeiro. Participe.

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS

Site recomendado: http://www.cm-portalegre.pt/ - Portal da Câmara Municipal de Portalegre

1.º ANIVERSÁRIO

É verdade caros leitores e caras leitoras, a crónica FONTE VERDE completa hoje o seu primeiro aniversário.
Há um ano atrás, quando iniciei esta aventura, nunca imaginei que a crónica viesse a ser lida por tantas pessoas e que viesse a despertar tanto a atenção dos leitores. Sem descurar a popularidade do Jornal Fonte Nova, nunca me passou pela cabeça que um artigo de opinião pudesse coroar-se de sucesso, como até aqui tem acontecido.
Tem sido, até ao momento, uma experiência maravilhosa e gratificante. Por aqui passaram variadíssimos temas, sempre relacionados com a temática ambiental. Escrevi-vos sobre alterações climáticas, sobre o biodiesel, a reciclagem, a educação ambiental, a compostagem doméstica, as energias solar e eólica, entre outros temas, totalizando 24 crónicas.
Recebi imensos e-mails de pessoas com dúvidas, comentários e/ou críticas, sobre os assuntos expostos, tendo respondido a todos eles. As críticas são muito importantes, porque é com elas que nós aprendemos e acreditem, tenho aprendido muito com as criticas que têm sido feitas.
Para além disso recebi ainda o contacto directo das pessoas que me abordaram na rua. Refira-se que esta abordagem, seja ela pessoal ou por correio electrónico, é o prémio mais apetecível do nosso trabalho, é por isso que lutamos diariamente; um artigo só ganha vida depois de ser lido e vocês que estão a ler neste momento são os responsáveis pela vida que existe na crónica que escrevo, tenho de agradecer-vos por isso!
Considero portanto que este primeiro ano de vida foi, sem dúvida, um ano muito positivo.
Numa altura de balanço, não posso deixar de agradecer ao director do Jornal Fonte Nova, o Sr. Aurélio Bentes Bravo, pelo facto de ter aceite o desafio que lhe propuz.
Para além disso, agradeço também a toda a equipa Fonte Nova, que com imenso esforço, torna possível o sucesso deste jornal.
Agora, e porque também mereço, vou de férias, regressando apenas no próximo ano.
Espero poder continuar a contar com a sua participação activa, em prol do ambiente.
Aproveito para desejar a todos os leitores um santo Natal e um Ano de 2006 melhor que este que agora termina.
Encontramo-nos aqui no próximo ano e já sabe…

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RECICLAGEM AM ALTA

As contas relativas ao terceiro trimestre de 2005 estão feitas e os resultados são animadores. É nítida a preocupação dos portugueses com o meio que os rodeia, sendo a sua preservação o objectivo prioritário.
Até Setembro deste ano, as quantidades de embalagens usadas enviadas para reciclagem cresceram 16,4% face a período homólogo, num total de 233.318 toneladas. Para isso contribuíram todos aqueles que separam os resíduos, colocando-os no ecoponto.
Tem havido um esforço enorme, por parte das entidades reguladoras, em divulgar por todo o país esta forma de baixar a taxa de resíduos depositados nos aterros sanitários, aumentando substancialmente a taxa de reciclagem.
Até Setembro último foram recolhidas para reciclagem mais de 32.922 toneladas de material, entre vidro, papel/cartão, plástico, metal e madeira.
O papel/cartão é, em termos globais, o material mais separado, (105.993 toneladas), seguido do vidro (91.559 toneladas), do plástico (21.397), do metal (10.946) e, por fim, da madeira (3.482).
Segundo Joana Santos, da Sociedade Ponto Verde, “os resultados alcançados demonstram que as retomas têm vindo a crescer de forma sustentada. Ainda assim, apesar de cerca de 40% da população portuguesa referir que já faz a separação das embalagens usadas, existe ainda uma fatia considerável da população que não participa na recolha selectiva”.
Há ainda muita gente que se queixa de termos poucos ecopontos e dizem que é por não terem um ecoponto na sua rua que não fazem a separação dos resíduos, mas a realidade é que no concelho de Portalegre até estamos muito bem servidos, existindo neste momento cerca de 98 ecopontos.
Têm-se registado alguns problemas no que respeita à recolha, porque muitas vezes as pessoas querem colocar os seus resíduos no ecoponto e o mesmo encontra-se cheio, impossibilitando assim a deposição. Pede-se uma atenção especial aos responsáveis pela VALNOR para esta situação, uma vez que corremos o risco de desmotivar as pessoas que separam os resíduos em casa.
Tal como no resto do país, também em Portalegre a reciclagem tem vindo a aumentar pelo que também os Portalegrenses estão de parabéns.
Realce-se ainda a importância do trabalho desenvolvido pela SELENIS em prol do ambiente, que para além de fazer a reciclagem das garrafas de plástico, designadas por PET, efectuou um avultado investimento para conseguir também reciclar as embalagens usadas de óleos alimentares, que antes não se podiam reciclar.

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Site recomendado: www.cm-portalegre.pt – Portal da Câmara Municipal de Portalegre – Podem aí ser consultadas as estatísticas do concelho de Portalegre na secção Ambiente

NOVA GARRAFA PLUMA

Encontra-se à venda, desde o passado dia 15 de Outubro, uma nova garrafa de gás butano. Conhecida por Pluma, esta nova garrafa da Galp é, segundo a empresa, muito segura, ergonómica, construída em materiais recicláveis e leves, o que faz com que esta garrafa pese cerca de metade da garrafa tradicional em aço.
No exterior a garrafa é composta por polietileno de alta densidade, integrando um reservatório interior em aço reforçado por uma matriz de polipropileno e fibra de vidro, que lhe triplica a resistência. Dispõe, para além disso, de uma válvula de segurança e de um fusível térmico (protecção em caso de temperaturas extremas).
Refira-se que este projecto, que resultou de um investimento superior a 10 milhões de euros, envolveu a criação de um cluster que agregou as universidades do Porto e do Minho e prestigiadas empresas portuguesas como a Antrol Alfa, Simoldes e Brandia. Trata-se portanto de um projecto 100% português, a pensar nos portugueses.
A produção está a cargo de uma fábrica de elevada tecnologia localizada em Guimarães, fábrica essa que foi construída de raiz para este projecto, tendo resultado na criação de 29 novos postos de trabalho directos.
A Pluma pesa apenas 7,5 quilogramas, contra os 15 da garrafa tradicional em aço. Além disso tem pegas ergonómicas, adaptadas aos contornos das nossas mãos e revestidas de um material suave e confortável.
Como se não bastasse, esta garrafa apresenta ainda um design exclusivo bastante agradável à vista, tornando mais cómodo e limpo o seu transporte e manuseamento.
O mercado do GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) em garrafa representa em Portugal um universo de cerca de três milhões de famílias. A Galp Energia é líder neste mercado com vendas acima dos 12 milhões de garrafas/ano.
Considerando a crise profunda que o país atravessa, trata-se sem dúvida de um projecto cheio de inovação, feito pelos portugueses que tantas vezes são criticados por nada saberem fazer. Há que aproveitar a massa crítica de nacionalidade portuguesa e não deixá-la abalar, como até aqui tem acontecido. Convenhamos que lá fora (entenda-se estrangeiro), faz-se muita coisa bem feita, sem dúvida, mas na maior parte das vezes há portugueses envolvidos. É necessário elevar a moral lusa e criar novos projectos inovadores para que sejamos reconhecidos lá fora.
Eu gostei imenso desta nova garrafa, leve como uma pluma, e penso que os senhores que normalmente fazem a distribuição também terão gostado…

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Site recomendado: http://www.galpenergia.com/ – Sitio da empresa Galp Energia