Foi com orgulho que a América anunciou ao mundo “The winner is Barack Obama!” (O vencedor é Barack Obama!). O primeiro afro-americano a chegar à Casa Branca conseguiu, acima de tudo, unanimidade mundial.O propósito deste artigo é explanar as principais politicas ambientais do recém-eleito presidente democrata, tendo em consideração o poder exercido no mundo pela super potência Estados Unidos da América.
Podemos destacar desde já a política energética, que fez parte dos debates entre os dois candidatos à Casa Branca. Conforme um estudo elaborado pela Barclays Capital, Obama prefere uma abordagem conservadora que passará por encorajar as petrolíferas a utilizarem os poços já existentes ao máximo antes de avançarem com a prospecção para outras localizações. Na sua intenção de promover uma América verde, ao mesmo tempo que reduz a dependência do ouro negro, é partidário do desenvolvimento tecnológico do sector dos transportes através do incentivo da produção de veículos híbridos e eléctricos. Obama, apesar de não colocar de lado o desenvolvimento de biocombustíveis mais avançados, permanece um silencioso apoiante do etanol feito a partir do milho.
Pretende ainda criar, a curto prazo, um imposto especial a ser cobrado às petrolíferas para depois ser redistribuído pelos cidadãos de forma a fornecer um alívio imediato dos seus custos com energia.
A dois meses da tomada de posse, a revista ambiental on-line “Grist”, já fez uma previsão do grupo de profissionais que poderá integrar o novo Governo nas questões ambientais. A maior dúvida é se Obama vai buscar integrantes da era Clinton, ou se tira do bolso um conjunto de “desconhecidos”, com quem vem a trabalhar há uns anos.
A política do Ambiente tem como triângulo de sustentação os departamentos da Energia, da Agricultura e do Interior. Seguidamente existe a Agência de Protecção Ambiental americana (Environmental Protection Agency – EPA) que também vai ter um lugar na mesa de decisões da Sala Oval. A "Grist" sugere ainda a criação de uma nova figura, o “Climate Change Czar”, uma posição bónus que, segundo a revista, mostrará que os EUA estão realmente decididos a combater as alterações climáticas. E até já se fala de Al Gore para ocupar esta posição.
Os Estados Unidos ainda são o país mais poluidor do mundo e têm sido exímios em fugir às responsabilidades ambientais. Uma das esperanças depositadas no próximo Governo é um corte com a política ambiental da Administração Bush.
Esta é sem dúvida a grande oportunidade para os Estados Unidos mudarem a sua atitude, pelo que se deposita uma grande esperança neste novo presidente. Resta agora esperar para ver como é que Barack Obama vai gerir os aspectos ambientais, tendo em consideração a grave crise financeira que assola o país. Boa sorte Sr. Presidente!
SAUDAÇÕES AMBIENTAIS
A partir do dia 15 de Novembro os autoclismos vão apresentar uma classificação idêntica à dos electrodomésticos, que permite ao consumidor conhecer a eficiência destes produtos em termos de consumo de água.



É já na próxima quinta-feira, dia 5 de Junho, que se comemora mais um Dia Mundial do Ambiente. No entanto, e tendo em consideração a conjuntura nacional e internacional, não será certamente um dia que justifique grandes comemorações.
A Comissão Europeia abriu um processo de infracção contra Portugal por falta de medidas de protecção ambiental na aprovação de três complexos turísticos aprovados em áreas protegidas dos concelhos de Grândola e Alcácer do Sal, conforme noticiou o Jornal Público. Em causa estão autorizações concedidas, segundo um procedimento acelerado, aos complexos turísticos Costa Terra, Herdade do Pinheirinho e Herdade da Comporta, no Sítio de Importância Comunitária (SIC) Comporta/Galé, em Grândola e Alcácer do Sal.
A rolha de cortiça tem sentido, nos últimos tempos, uma enorme pressão por parte de outros produtos alternativos (vedantes sintéticos e cápsulas de alumínio), que são derivados do petróleo e do alumínio, indústrias ambientalmente nocivas. Há portanto necessidade de defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa e do consequente aquecimento global. Como a cortiça é a própria casca da árvore, também retém CO2 e ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, contrariamente ao que acontece quando se decompõe ou é incinerada.
Realizou-se esta semana, nos dias 1 e 2 de Abril a 2ª Conferência de Resíduos “Novas Políticas, Novos Negócios”, na qual tive a oportunidade de estar presente apenas no primeiro dia. Entre as várias temáticas abordadas, o tarifário de resíduos foi o tema que mais despertou a atenção dos presentes. Actualmente os munícipes pagam apenas a deposição de resíduos em aterro, no entanto todo os serviço que está associado à recolha e encaminhamento de resíduos não está neste momento a ser pago e terá de o ser, por aplicação do princípio do poluidor-pagador. A actualização das tarifas por parte dos municípios não vai acontecer de um ano para o outro, tal como referiu na conferência Dulce Álvaro Pássaro, vogal do Conselho Directivo do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR). Até agora, “nenhum munícipe pagou pelo tratamento de resíduos, apesar de estes estarem a ser tratados pelas autarquias”, lembrou Dulce Álvaro Pássaro. A tarifa mensal de resíduos, que será definida dentro de dois anos em sede de regulamento, pode chegar aos 8 euros, mas, para a responsável do IRAR, “não é nada do outro mundo pagar-se mais 6 ou 8 euros mensais por fogo” (será assim tão indiferente para a população?!).


O anúncio foi feito no Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça. Portugal ficou em 18.º lugar no Índice de Desempenho Ambiental, derivado do trabalho feito na área do clima, poluição do ar, água, recursos naturais e qualidade ambiental, conforme noticiou o jornal Público, entre outros. Este índice foi elaborado por uma equipa das universidades de Yale e Columbia.
Terminada que está a época de excessos, quero aproveitar para lhe desejar um próspero ano de 2008, acima de tudo com muita saúde e sempre em bom ambiente.